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Aliança entre ciência e produção rural protege a mandioca da vassoura-de-bruxa

Parceria entre Embrapa, FAEPA e produtores testa genótipos de mandioca para enfrentar a vassoura-de-bruxa no Amapá

Aliança entre ciência e produção rural protege a mandioca da vassoura-de-bruxa
Iniciativa reúne pesquisadores, instituições e produtores para conter avanço da doença na Amazônia. Foto: Divulgação
Foto do autor Francieli Galo
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Diante do avanço da vassoura-de-bruxa, doença causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae, produtores rurais e pesquisadores passaram a atuar de forma conjunta. O objetivo é proteger a mandioca, cultura essencial para a segurança alimentar na Amazônia. A iniciativa conta com apoio da Embrapa Amapá, de instituições locais e da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (FAEPA).

Neste mês de dezembro, teve início um experimento pioneiro em comunidades indígenas de Oiapoque, no Amapá. A ação avalia a resistência de 200 genótipos de mandioca. Com isso, busca identificar materiais mais tolerantes à doença e reduzir riscos produtivos.

Pesquisa aplicada reforça a prevenção

A EMBRAPA Mandioca e Fruticultura coordena o trabalho. Além disso, a ação conta com apoio da Embrapa Amapá, do Instituto Rurap e da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro). Juntas, as instituições realizam o monitoramento das áreas e acompanham tecnicamente as comunidades envolvidas.

Nesse contexto, a FAEPA atua como elo entre produtores e órgãos de fiscalização. Representada pelo maniveiro Benedito Dutra, diretor da entidade, a federação promove reuniões técnicas e ações educativas. Além disso, acompanha de perto as medidas de prevenção fitossanitária.

Integração protege a cadeia produtiva

A união entre ciência e produção rural busca proteger toda a cadeia da mandioca. A cultura tem forte importância econômica, social e cultural na região. Por isso, as ações incluem fiscalização rigorosa do trânsito de materiais vegetais, inclusive em áreas sem registro da doença.

Por fim, a integração entre a expertise da Embrapa, a atuação dos órgãos de defesa agropecuária e a articulação institucional da FAEPA reforça um ponto central. A ciência aplicada ao campo segue como principal ferramenta para garantir a sustentabilidade da produção agrícola e a segurança alimentar na Amazônia.

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