Os trabalhos de campo nas principais regiões cafeeiras do Sudeste brasileiro avançaram e atingiram a marca média de 30,9% da área total projetada até o início de julho. O monitoramento semanal do cinturão de produção abrange municípios estratégicos do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e da Média Mogiana, no estado de São Paulo.
A evolução dos trabalhos de colheita revela uma disparidade marcante no ritmo de campo entre as diferentes praças produtoras, influenciada diretamente pelo microclima e pelas taxas de maturação dos grãos em cada região. O Sul de Minas lidera o andamento das atividades agrícolas, registrando 36,6% da área colhida. Na sequência aparece a região das Matas de Minas, onde os trabalhos de panha e derriça alcançaram 35% do total.
Nas lavouras localizadas no estado de São Paulo, os cafeicultores conseguiram recolher 31,5% do volume estimado para o atual ciclo. Já o Cerrado Mineiro apresenta o ritmo mais lento entre as praças acompanhadas, com apenas 21,3% da safra recolhida. Essa lentidão pontual no Cerrado é considerada normal por analistas de mercado, uma vez que a região tradicionalmente apresenta uma maturação mais tardia e uniforme do café arábica.
