Os preços do algodão em pluma perderam sustentação nos últimos dias, pressionados pelo recuo das cotações internacionais e pela retração dos compradores no mercado brasileiro. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o movimento interrompeu a sequência de altas observada anteriormente, embora os preços ainda acumulem valorização na parcial do mês.
A pressão veio principalmente da queda registrada na Bolsa de Nova York (ICE Futures), referência global para o mercado do algodão. Diante do cenário externo mais fraco, parte dos agentes passou a aguardar definições mais claras antes de realizar novos fechamentos.
No mercado interno, alguns vendedores demonstraram maior flexibilidade nas negociações, enquanto outros seguiram firmes nos valores pedidos.
Do lado comprador, indústrias passaram a ofertar preços menores para novas aquisições. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento reflete as dificuldades de comercialização e de repasse dos custos aos produtos manufaturados, cenário que contribuiu para o enfraquecimento das cotações.
O mercado internacional também continua acompanhando os desdobramentos das negociações envolvendo compras chinesas de produtos norte-americanos, fator que segue influenciando o comportamento dos contratos futuros da fibra.
Além disso, o viés baixista ganhou força após a divulgação do relatório de exportações dos Estados Unidos, que apontou desaceleração nas vendas externas de algodão.
O dado sinalizou maior dificuldade dos compradores internacionais em manter aquisições nos níveis elevados registrados recentemente, mesmo após a correção das cotações no mercado externo.
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