Boi gordo tem negócios lentos e arroba recua em maio
Mercado segue com baixa liquidez, escalas de abate alongadas entre 8 e 15 dias e pressão sobre as cotações da arroba, que recua no início de maio
O mercado do boi gordo segue com ritmo de negócios lento na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea, em meio a uma disputa mais intensa entre pecuaristas e frigoríficos e à baixa liquidez nas negociações. As escalas de abate continuam alongadas, variando entre 8 e 15 dias, o que mantém parte dos agentes fora do mercado neste momento.
A movimentação mais contida reflete um ambiente de maior cautela nas compras, enquanto a oferta de animais em algumas regiões aumenta com a piora das condições das pastagens. A redução do volume de chuvas a partir do fim de abril e o clima mais frio têm afetado a qualidade das áreas de pasto, contribuindo para acelerar a saída de animais para abate em determinados pontos do país.
Em São Paulo, um dos principais referenciais do mercado, o volume de negociações segue limitado. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ operava na casa dos R$ 340 no início desta semana e já acumulava queda de 2,72% na parcial de maio, até o dia 19, refletindo a pressão de baixa sobre os preços.
O cenário reforça um mercado ainda sem tração, com frigoríficos mantendo postura mais cautelosa diante das escalas confortáveis e pecuaristas tentando resistir à queda nas cotações.
