A produção de feno dentro da própria propriedade tem avançado no campo como alternativa para pecuaristas que buscam reduzir custos, garantir alimentação de qualidade ao rebanho e aumentar a previsibilidade ao longo do ano. O que antes era visto apenas como uma reserva emergencial para períodos de escassez de pastagem hoje faz parte do planejamento estratégico de muitas propriedades rurais.
A alimentação animal representa uma das principais despesas da pecuária de corte e de leite. Ao depender da compra de volumoso de terceiros, o produtor rural fica sujeito à disponibilidade física do produto na região, aos custos elevados de transporte e às oscilações de preço do mercado. Produzir o próprio feno permite maior autonomia operacional e contribui para uma gestão financeira mais eficiente.
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Além da economia direta, a prática oferece mais controle sobre a qualidade do alimento fornecido ao rebanho. O acompanhamento rigoroso de todas as etapas da produção, desde o desenvolvimento da forrageira até a colheita e o armazenamento, contribui para um produto mais uniforme e adequado às necessidades nutricionais dos animais.
Tecnologia no campo contra as mudanças climáticas
Outro fator que impulsiona esse movimento é a busca por segurança diante das instabilidades climáticas. Períodos de seca prolongada ou chuvas fora de época comprometem diretamente a disponibilidade das pastagens. O clima cada vez mais imprevisível exige que o produtor tenha uma reserva produzida dentro da fazenda para enfrentar períodos de estiagem sem perder o escore corporal do rebanho.
A tecnologia aplicada ao campo tem desempenhado papel importante no avanço da atividade. O processo de produção de feno exige precisão em etapas como o corte da forrageira, a secagem (desidratação), a formação das leiras e o enfardamento. Equipamentos modernos desenvolvidos para essas operações conferem mais agilidade e melhor aproveitamento das condições meteorológicas, reduzindo perdas e aumentando a qualidade final do produto.
A evolução das máquinas agrícolas tornou o processo mais eficiente e acessível. A qualidade do feno depende muito do momento correto de cada operação. Tecnologias de automação e sensores ajudam o produtor a ganhar velocidade no campo, aproveitar melhor as janelas de tempo firme e diminuir o desperdício de matéria seca durante o processo.
Renda complementar no mercado regional
Além do uso interno para a manutenção dos animais da propriedade, a atividade pode se transformar em uma fonte complementar de faturamento. Em diversas regiões do país, a procura por feno de alta qualidade tem aumentado significativamente, impulsionada por criadores de equinos, bovinos e pequenos ruminantes.
Quando o produtor rural consegue estruturar uma produção acima da sua demanda interna, a comercialização dos fardos excedentes passa a ser um excelente negócio para diversificar as receitas da fazenda.
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