A colheita da uva 2026 foi aberta oficialmente neste sábado (10/1) em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. A expectativa é de uma safra positiva, com possibilidade de superar os volumes do ano passado. A cerimônia ocorreu na Vinícola Salton, no distrito de Tuiuty, e integrou a programação do Bento em Vindima 2026.
O evento reuniu autoridades estaduais e municipais. Entre elas, esteve o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, que representou o governador Eduardo Leite. A abertura simbólica marca o início de mais um ciclo produtivo para um dos setores mais tradicionais da agricultura gaúcha.
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Clima favorece produção e reforça projeções
As condições climáticas registradas durante o inverno foram consideradas adequadas ao cultivo da uva. Por isso, a expectativa é de uma produção semelhante ou até superior à da safra anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2025, o Rio Grande do Sul colheu 957 mil toneladas de uvas.
Esse volume representou um crescimento de 36% em relação à safra de 2024, que totalizou 703 mil toneladas. Assim, o cenário reforça o otimismo dos produtores para o ciclo atual.
Além disso, o estado mantém a liderança nacional na produção de uvas e vinhos. A cadeia vitivinícola tem grande importância econômica e social. Atualmente, envolve cerca de 15 mil famílias e ocupa aproximadamente 48 mil hectares cultivados.
Setor tem peso econômico e social no Estado
Durante a cerimônia, o secretário Edivilson Brum destacou a relevância do setor para a economia gaúcha. Segundo ele, a agricultura responde por cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Nesse contexto, a vitivinicultura exerce papel estratégico no desenvolvimento regional.
“Aqui, na Capital do Vinho, celebramos o trabalho de quem cultiva a terra com dedicação. Que o clima contribua para uma safra expressiva e para a valorização do produtor”, afirmou.
Enquanto isso, o prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira, ressaltou o impacto da vitivinicultura no município. “Temos cantinas, restaurantes e agroindústrias que movimentam o interior. Abrir a vindima é reconhecer o vinho como resultado do esforço das famílias e da história local”, declarou.
Investimentos reforçam competitividade da vitivinicultura
Além da abertura da colheita, o setor conta com ações de fomento conduzidas pela Seapi em parceria com o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado (Consevitis). Desde 2023, a cooperação soma R$ 44,3 milhões em recursos do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado (Fundovitis).
Os investimentos buscam ampliar a competitividade do setor. Além disso, visam modernizar processos produtivos e fortalecer a promoção dos vinhos gaúchos nos mercados nacional e internacional.
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