Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições meteorológicas têm sido favoráveis à manutenção da sanidade dos parreirais. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela instituição, em Hulha Negra a colheita já iniciou tanto para venda in natura quanto para elaboração de sucos e vinhos. As principais variedades cultivadas no município são Isabel, Niágara, Bordô, Violeta e Concord.
Segundo os produtores, a cultura apresenta produtividade e qualidade adequadas, com preço médio em torno de R$ 8,00/kg. Na Fronteira Oeste, o período é de maturação e colheita. Em Quaraí, cerca de 20% dos 96 hectares cultivados já foram colhidos, principalmente com variedades de mesa e brancas viníferas.
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Na região de Caxias do Sul, as cultivares de ciclo precoce e médio estão em plena colheita. O tempo predominantemente seco, com baixa precipitação, favoreceu a sanidade dos vinhedos e elevou o grau Brix — indicador da concentração de açúcares — melhorando a qualidade da matéria-prima. Em algumas cultivares americanas e viníferas, o grau Brix variou entre 14° e 18°. No Ceasa Serra, o preço da Niágara subiu de R$ 3,75 para R$ 4,30/kg. Já na venda direta na propriedade, os valores ficaram entre R$ 2,00 e R$ 3,00/kg.
Em Frederico Westphalen, as cultivares Lorena, Niágara Rosada, Niágara Branca e Bordô estão em fase final de colheita, com grau Brix entre 12° e 16°. Na região de Ijuí, a colheita das variedades americanas se aproxima do fim, com produtividade considerada satisfatória. Porém, a grande oferta reduziu os preços em algumas localidades, onde o quilo foi comercializado a R$ 6,00. Em Passo Fundo, a produtividade está elevada e a qualidade das uvas é considerada excelente, com uvas de mesa sendo vendidas a R$ 6,00/kg e viníferas a R$ 3,00/kg.
Soja enfrenta estresse hídrico
A cultura da soja encontra-se majoritariamente em fases reprodutivas, com 42% das áreas em florescimento e 39% em enchimento de grãos. No entanto, as condições climáticas têm sido desfavoráveis na maior parte do período, com déficit hídrico, temperaturas elevadas — chegando a 40°C na Região das Missões — alta demanda evaporativa e baixa umidade relativa do ar.
Esse cenário provocou estresse hídrico em diversas áreas, com sintomas como murchamento, senescência precoce das folhas, abortamento de flores e vagens, redução da área foliar e comprometimento do potencial produtivo.
A semeadura tardia e o plantio em sucessão ao milho ocorreram de forma irregular, dificultando a emergência e o estabelecimento das lavouras em áreas sem irrigação. Para a safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica área cultivada de 6.742.236 hectares. A produtividade inicialmente projetada deverá sofrer impacto negativo, e um novo levantamento será realizado na segunda quinzena de fevereiro.
Colheita do milho avança
A colheita do milho atinge aproximadamente 50% da área cultivada, avançando rapidamente devido ao tempo seco e quente, que acelera a redução da umidade dos grãos. O restante das lavouras está distribuído entre maturação (21%), enchimento de grãos (16%), floração (6%) e desenvolvimento vegetativo (7%).
As produtividades nas áreas já colhidas são consideradas satisfatórias e próximas às projeções iniciais, embora haja grande variabilidade conforme as condições de solo e manejo. A redução das chuvas e as altas temperaturas nas fases críticas — como pendoamento, polinização e enchimento de grãos — afetaram o potencial produtivo, especialmente em solos com menor capacidade de retenção de água.
A estimativa é de cultivo em 785.030 hectares, com produtividade inicial projetada em 7.370 kg/ha. Uma nova projeção deverá ser divulgada no início de março.
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