Mercado da soja inicia semana atento ao USDA e à China
Soja inicia semana em alta em Chicago, com mercado atento à demanda chinesa e às novas projeções do USDA para 2026/27
O mercado da soja começou a semana em alta na Bolsa de Chicago, impulsionado pela expectativa de aumento da demanda chinesa e pela proximidade da divulgação do novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As informações constam em boletim divulgado pela Granoeste Corretora.
Na manhã desta segunda-feira, o contrato julho avançava cerca de 10 pontos, negociado próximo de US$ 12,18 por bushel. Na semana passada, entre oscilações de ganhos e perdas, o mercado encerrou com valorização acumulada de 0,5%.
Segundo a Granoeste Corretora, além da recuperação do petróleo, o mercado também reage às expectativas em torno de uma possível retomada das negociações comerciais entre China e Estados Unidos. Os presidentes dos dois países devem se reunir nesta semana em Pequim, e o setor acompanha possíveis avanços envolvendo soja e outros produtos agrícolas.
Outro fator importante para o mercado é o relatório mensal do USDA, previsto para ser divulgado nesta terça-feira. O documento marca o início das projeções para a safra 2026/27 e deve trazer novos números para produção, estoques e demanda global.
Brasil segue com colheita praticamente encerrada
No Brasil, a colheita da safra está praticamente finalizada. De acordo com levantamento da agência Safras Mercado, citado pela Granoeste Corretora, os trabalhos atingiram 98,8% da área cultivada, acima dos 97,8% registrados no mesmo período do ano passado e também da média histórica de 96,5%.
O mercado ainda aguarda uma revisão positiva da produção brasileira pelo USDA, com expectativa de safra acima de 180 milhões de toneladas.
Nos portos brasileiros, os prêmios seguem positivos. Para o mercado spot, as indicações variam entre 20 e 35 centavos de dólar por bushel. Para junho, os prêmios giram entre 25 e 40 pontos, enquanto para julho ficam entre 45 e 55 pontos.
No mercado interno, as indicações de compra no oeste do Paraná variam entre R$ 120 e R$ 122 por saca. Em Paranaguá, os valores ficam entre R$ 130 e R$ 133 por saca, dependendo do prazo de pagamento, local de embarque e período negociado.
Mercado atento à safra norte-americana
Para a nova safra dos Estados Unidos, o mercado projeta aumento da produção para cerca de 121 milhões de toneladas, acima das 116 milhões registradas na temporada passada. Os estoques finais norte-americanos também devem crescer na safra 2026/27.
Por outro lado, a expectativa é de redução dos estoques de passagem da temporada atual, que termina em 31 de agosto, para algo próximo de 9,5 milhões de toneladas.
Em termos globais, os participantes do mercado trabalham com uma leve alta dos estoques mundiais, tanto para a temporada atual quanto para a próxima, em volumes que variam entre 124,5 milhões e 126,5 milhões de toneladas.
