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Soja aguarda USDA e mantém estabilidade nesta quinta

Mercado de soja opera estável enquanto investidores aguardam relatório do USDA e acompanham fatores que influenciam a produção e os preços globais

Soja aguarda USDA e mantém estabilidade nesta quinta
Mercado da soja acompanha divulgação de novos dados de oferta e demanda dos Estados Unidos.
Foto do autor Camilo Motter
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De acordo com boletim divulgado pela Granoeste Corretora nesta quinta-feira (12), o mercado da soja iniciou o dia com estabilidade na Bolsa de Chicago, após uma recuperação observada na sessão anterior. O contrato julho era negociado em US$ 11,21 por bushel durante a manhã, depois de um movimento de alta entre 7 e 9 centavos nos principais vencimentos, interrompendo uma sequência de quedas que acumulava perdas superiores a 6%.

Segundo a análise da Granoeste, os investidores voltaram a direcionar atenção para o cenário geopolítico envolvendo Estados Unidos e Irã. Ao mesmo tempo, seguem no radar fatores como a demanda internacional relativamente estável, a ausência de novas compras expressivas da China nos Estados Unidos e o bom desenvolvimento da safra norte-americana.

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A expectativa do mercado também está voltada para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A avaliação predominante é de que o documento apresente apenas ajustes pontuais em relação ao relatório anterior.

Nos Estados Unidos, analistas esperam uma leve redução na estimativa de produção, para cerca de 120,6 milhões de toneladas. Ainda assim, o volume permaneceria aproximadamente 5 milhões de toneladas acima da safra passada. Os estoques finais também podem apresentar pequenos cortes.

Brasil segue com perspectiva de safra recorde

Para o Brasil, a expectativa é de aumento na estimativa de produção. Em contrapartida, analistas avaliam a possibilidade de redução da safra argentina.

Dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no 9º levantamento da safra indicam produção brasileira de 180,3 milhões de toneladas de soja, volume ligeiramente superior ao projetado em maio e 5,1% acima das 171,5 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.

As exportações brasileiras são estimadas em 116,1 milhões de toneladas, frente às 108,2 milhões registradas na temporada passada. Já o processamento interno deve alcançar 65,3 milhões de toneladas, acima das 61,5 milhões do ciclo anterior.

A produção de farelo está projetada em 47,4 milhões de toneladas e a de óleo em 12,4 milhões. As exportações desses derivados devem atingir 24,7 milhões de toneladas de farelo e 1,8 milhão de toneladas de óleo.

A área cultivada com soja no país foi estimada em 48,56 milhões de hectares, ante 47,35 milhões na safra anterior. A produtividade média deve alcançar 61,9 sacas por hectare, avanço de 2,5% sobre as 60,4 sacas registradas no ciclo passado.

Mercado interno mantém firmeza nos preços

Apesar das recentes perdas observadas na Bolsa de Chicago, o mercado brasileiro apresenta desempenho mais favorável. Conforme destaca a Granoeste Corretora, a valorização do dólar e a alta dos prêmios de exportação têm compensado as oscilações negativas do mercado internacional.

Os prêmios para embarque imediato são indicados entre 70 e 85 centavos de dólar por bushel. Para julho, variam entre 75 e 90 centavos, enquanto para agosto estão entre 90 e 105 centavos.

No Oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 124 e R$ 127 por saca. Já no porto de Paranaguá, os valores oscilam entre R$ 133 e R$ 136 por saca, dependendo dos prazos de pagamento, local de entrega e período de embarque.

Segundo o boletim da Granoeste Corretora, as indústrias vêm demonstrando maior interesse nas aquisições e, em alguns momentos, chegam a oferecer preços superiores aos níveis de paridade internacional, ampliando as oportunidades de negociação para os produtores brasileiros.

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