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Mercado de milho segue desanimado, mesmo recuperando perdas dos últimos dias

Ontem, os vencimentos mais próximos fecharam com alta de 12 pontos, recuperando as perdas havidas na sexta-feira

Mercado de milho segue desanimado, mesmo recuperando perdas dos últimos dias
Foto do autor Camilo Motter
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Os contratos negociados com milho em Chicago operam neste momento, manhã de terça-feira, em leve baixa, a U$ 4,87/dezembro. Ontem, os vencimentos mais próximos fecharam com alta de 12 pontos, recuperando as perdas havidas na sexta-feira. Na BMF, novembro opera em R$ 59,45 (+0,15%) e janeiro/24, em R$ 63,55 (+0,1%).

Os ganhos de 12 cents observados na sessão de ontem não refletem, necessariamente, um mercado mais animado. O que acontece é que, na sexta-feira, o USDA apontou uma redução de quase 2,0MT nos estoques norte-americanos, para 34,6MT, quando o mercado esperava 36,3MT. E, mesmo com menores estoques, houve perdas de 11 pontos naquela sessão uma vez que o pregão do milho foi contaminado pelas expressivas perdas no pit da soja. Portanto, os ganhos verificados nesta segunda-feira apenas recolocam os preços do milho no caminho natural que já vinham trilhando; ou seja, podem considerados meras recuperação das perdas havidas na sexta-feira.

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Em dados divulgados ontem pelo USDA, a colheita de milho norte-americano chega a 23%, contra 25% do que era esperado pelo mercado, 19% do ano passado e 15% da semana anterior.

As áreas em maturação somam 83%, ante 73% da mesma data do ano passado e 70% da semana anterior.

Em relação à qualidade das lavouras, 53% são tidas como boas/excelentes, em linha com o que mercado esperava e no mesmo nível da semana passada; no mesmo ponto do ano anterior, o índice era de 52%.
Segundo a SECEX, as exportações brasileiras de milho, em setembro, totalizaram 8,7MT. No mês equivalente de 2022, o volume exportado foi de 6,4MT. No acumulado da estação, iniciada em fevereiro, já são 27,9MT exportadas, contra 21,5MT de mesmo intervalo da temporada passada.

De acordo com o IMEA, a área de milho no Mato Grosso em 2023/24 deve ser reduzida em 2,8% no comparativo com a última estação, passando para 7,28MH. A diminuição de área se deve aos preços baixos, que desestimulam o plantio do grão.

Internamente, depois de sinais de melhora nos últimos dias, o mercado passa a ficar mais acomodado. No entanto, o forte ritmo das exportações e a finalização da colheita tendem a promover sustentação dos preços. De qualquer maneira, o pior parece estar ficando para trás. Enquanto isto, os produtores acompanham o andamento da colheita da safra dos EUA e o ritmo do plantio no Brasil.

Indicações de compra na faixa entre R$ 49,00/52,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 60,00/63,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.

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