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Safra de morango cresce 2,6% em 2026 e exige manejo

Alta na produção reflete ganhos de produtividade, mas clima irregular e pulgão-da-raiz desafiam o campo

Safra de morango cresce 2,6% em 2026 e exige manejo
Safra de morango avança em 2026, mas pulgão-da-raiz e clima irregular exigem maior controle no campo. Foto: Sindiveg / Divulgação
Foto do autor Jair Reinaldo
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A produção brasileira de morango deve alcançar cerca de 200 mil toneladas em 2026, crescimento de 2,6% em relação ao ano passado, segundo estimativa do IBGE. O avanço é sustentado por ganhos de produtividade e maior tecnificação das lavouras, especialmente em regiões tradicionais de cultivo.

Mesmo com o desempenho positivo, o cenário da safra é marcado por desafios relevantes. As condições climáticas têm impactado o desenvolvimento das plantas, com registros de calor fora de época interferindo no calendário produtivo. Em boa parte das regiões, o plantio ocorre entre meados de abril e o fim de maio, período considerado ideal para o enraizamento. Alterações nesse padrão podem comprometer o rendimento das lavouras.

Clima e pragas pressionam o cultivo

Além do clima, o manejo fitossanitário segue como um dos principais pontos de atenção na cultura. Entre as ameaças, destaca-se o pulgão-da-raiz, praga de difícil controle por atuar abaixo do solo e, muitas vezes, ser identificada apenas quando os danos já estão avançados.

O inseto se alimenta da seiva das raízes, provocando sintomas como amarelamento, perda de vigor e paralisação do crescimento. Em casos mais severos, pode levar à morte das plantas. A infestação tende a se intensificar em períodos de seca, quando o estresse hídrico agrava os efeitos sobre a lavoura.

Risco de perdas e transmissão de vírus

A praga também atua como vetor do vírus do mosqueado-do-morangueiro, ampliando os prejuízos à produção. Segundo o Sindiveg, o controle exige estratégia integrada, com monitoramento constante e uso combinado de diferentes ferramentas de manejo.

Entre as práticas recomendadas estão o uso de inimigos naturais, o equilíbrio nutricional do solo — evitando excesso de nitrogênio — e a aplicação criteriosa de defensivos, respeitando as fases da cultura e as orientações técnicas.

O avanço da produção, portanto, está diretamente ligado à eficiência no manejo. Em um cenário de maior tecnificação, o controle adequado de pragas e a adaptação às condições climáticas seguem determinantes para garantir produtividade e qualidade na safra 2026.

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