Brasil abre novos mercados no Peru, Togo e Eurásia
Novas negociações sanitárias e fitossanitárias autorizam exportações de DDG, pólen de batata e equinos vivos
O governo brasileiro concluiu novas negociações sanitárias e fitossanitárias que vão permitir a exportação de produtos agropecuários para a União Econômica Euroasiática, o Peru e o Togo. Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 609 aberturas de mercado desde o início de 2023.
As negociações envolvem oportunidades para diferentes cadeias produtivas do agro brasileiro, incluindo alimentação animal, genética vegetal e reprodução animal. O resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
União Econômica Euroasiática
Na União Econômica Euroasiática, formada por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguuistão e Rússia, o Brasil conquistou abertura para exportação de grãos secos de destilaria de milho (DDG).
O produto é um subproduto da indústria do etanol de milho e amplamente utilizado na alimentação animal. A abertura amplia as oportunidades para a cadeia produtiva do milho brasileiro e fortalece o mercado de coprodutos do etanol.
Em 2025, o bloco euroasiático importou mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para café, proteínas animais e fumo.
Peru
No Peru, a autorização envolve a exportação de material genético de pólen de batata. A medida abre espaço para cooperação em pesquisa, melhoramento genético e diversificação produtiva entre os países.
Reconhecido pela grande diversidade de batatas nativas, o Peru é um importante mercado para iniciativas ligadas à inovação agrícola e desenvolvimento de novas variedades.
As importações peruanas de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 729 milhões em 2025, principalmente em produtos florestais, proteínas animais, itens do complexo soja, cereais e farinhas.
Togo
Já no Togo, o Brasil obteve abertura para exportação de equinos vivos destinados à reprodução, criando novas oportunidades para o segmento de genética animal.
O país africano importou mais de US$ 148 milhões em produtos agropecuários brasileiros no ano passado, com destaque para itens do complexo sucroalcooleiro, proteínas animais e couro.
As novas aberturas reforçam a estratégia brasileira de ampliar mercados e diversificar os destinos das exportações do agronegócio nacional.
