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Óleo de soja em alta sustenta preços da oleaginosa

Valorização do óleo e do farelo no mercado externo reforça o suporte às cotações, enquanto demanda doméstica limita avanços no Brasil

Óleo de soja em alta sustenta preços da oleaginosa
Mercado internacional do óleo de soja impulsiona preços da oleaginosa e influencia margens da indústria
Foto do autor Cássia Lombardi
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A valorização do óleo de soja no mercado internacional continua dando sustentação aos preços da oleaginosa e alterando a dinâmica de rentabilidade da indústria de processamento, especialmente nos Estados Unidos. O avanço das cotações é impulsionado pela forte demanda da indústria de biodiesel, que tem ampliado a importância do derivado na composição das margens do setor.

Biodiesel impulsiona valorização do óleo

Durante maio, os preços do óleo de soja registraram forte alta no mercado externo, refletindo o aumento da procura por matérias-primas voltadas à produção de biocombustíveis. Esse movimento fortaleceu a participação do óleo na receita das indústrias processadoras norte-americanas e ajudou a sustentar as cotações da soja em grão.

O cenário reforça a influência crescente do setor de energia renovável sobre o mercado global da oleaginosa, ampliando a demanda por derivados e contribuindo para a valorização do complexo soja.

Mercado brasileiro sente impacto limitado

Apesar da alta observada no exterior, os reflexos sobre os preços da soja no Brasil seguem moderados. Pesquisadores do Cepea apontam que a pressão dos prêmios de exportação e a demanda doméstica enfraquecida têm limitado o repasse das valorizações internacionais para o mercado interno.

Com isso, os ganhos registrados no cenário externo não chegam integralmente ao produtor brasileiro, que continua acompanhando fatores locais que influenciam diretamente a formação dos preços.

Farelo sobe no exterior, mas recua no Brasil

O farelo de soja também apresentou valorização no mercado internacional, sustentado pela expectativa de maior demanda global pelo produto norte-americano. A perspectiva de crescimento das exportações dos Estados Unidos contribuiu para o avanço das cotações do derivado.

No mercado brasileiro, porém, o comportamento foi diferente. Os preços do farelo recuaram ao longo da semana devido à retração da demanda interna. Grande parte dos consumidores segue com estoques abastecidos e tem realizado apenas compras pontuais para reposição, reduzindo o ritmo das negociações.

Esse cenário evidencia a diferença entre os movimentos do mercado internacional e a realidade doméstica, onde a demanda continua sendo um fator decisivo para a formação dos preços dos derivados da soja.

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Editor RuralNews
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