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Avanço da safra dos EUA pressiona preços da soja

Soja opera em baixa em Chicago com avanço do plantio nos EUA. No Brasil, mercado segue com poucos negócios e preços considerados pouco atrativos

Avanço da safra dos EUA pressiona preços da soja
Mercado da soja acompanha avanço do plantio nos Estados Unidos e negociações lentas no Brasil.
Foto do autor Camilo Motter
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Segundo informações da Granoeste Corretora, os contratos futuros da soja operam em queda nesta terça-feira (2) na Bolsa de Chicago. No intervalo do pregão, os principais vencimentos registravam recuo de cerca de 3 pontos, negociados a US$ 11,77 por bushel. Na sessão anterior, após ensaiarem recuperação com ganhos entre 7 e 9 pontos, os contratos perderam força e encerraram o dia com baixas entre 2 e 6 centavos.

A pressão sobre os preços continua ligada ao bom desempenho da safra norte-americana. O mercado acompanha de perto o avanço do plantio nos Estados Unidos, a qualidade das lavouras e as previsões climáticas favoráveis para o desenvolvimento das culturas.

Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que 87% da área prevista para a soja já foi semeada. O percentual supera os 83% registrados no mesmo período do ano passado e também fica acima da média histórica de 80% para esta época do ano.

Em relação às condições das lavouras, 66% das áreas foram classificadas como boas ou excelentes. Outros 29% receberam avaliação regular e apenas 5% foram consideradas ruins ou muito ruins. No mesmo período de 2025, os índices eram de 67%, 28% e 5%, respectivamente.

Mercado acompanha Oriente Médio e petróleo

Além da safra norte-americana, os investidores seguem atentos aos desdobramentos das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O petróleo voltou a registrar queda nesta terça-feira, após ter alcançado em maio os maiores níveis desde 2022.

O comportamento do óleo de soja também permanece ligado às oscilações do petróleo. Nos últimos dias, o derivado atingiu os maiores patamares desde meados de 2022, refletindo o fortalecimento do mercado energético e da demanda por biocombustíveis.

Mercado brasileiro segue com poucos negócios

No Brasil, o cenário continua marcado por baixa liquidez. Conforme destaca a Granoeste Corretora, o encerramento da colheita trouxe um período de calmaria para o mercado físico, com os preços oscilando dentro de uma faixa estreita nas últimas semanas.

Os valores atuais são considerados pouco atrativos pelos produtores, o que reduz o interesse em novas negociações. Os negócios realizados têm ocorrido principalmente para cumprimento de compromissos já assumidos, e não por oportunidades de comercialização.

A combinação de dólar mais fraco e cotações mais baixas em Chicago continua pressionando os preços internos e limitando a participação dos vendedores.

Nos portos, os prêmios para entrega imediata são indicados entre 35 e 55 centavos de dólar por bushel. Para julho, variam entre 50 e 65 centavos, enquanto para agosto ficam entre 65 e 75 centavos.

No mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná variam entre R$ 120,00 e R$ 123,00 por saca. Em Paranaguá, os valores estão entre R$ 132,00 e R$ 134,00 por saca, dependendo das condições de pagamento, local de entrega e período de embarque.

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Editor RuralNews
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