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Exportação de carne bovina bate recorde histórico em fevereiro e sustenta preço da arroba

Com 235,8 mil toneladas embarcadas em fevereiro, vendas externas crescem 23,9% em um ano; China segue como principal destino da proteína brasileira.

Exportação de carne bovina bate recorde histórico em fevereiro e sustenta preço da arroba
Foto do autor Francieli Galo
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As exportações de carne bovina continuam sendo o principal suporte para os preços do boi gordo no Brasil. Em fevereiro de 2026, o país embarcou 235,889 mil toneladas de carne bovina in natura, o maior volume já registrado para o mês, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Cepea.

O volume exportado representa alta de 23,9% em relação a fevereiro de 2025. Considerando apenas os 18 dias úteis do mês, a média diária de embarques chegou a 13,1 mil toneladas, avanço de 37,6% na comparação anual. Os números reforçam a competitividade da carne brasileira no mercado internacional e ajudam a sustentar as cotações da arroba no mercado doméstico.

China lidera compras de carne brasileira -A China permanece como o principal destino da carne bovina do Brasil, absorvendo quase metade de todo o volume exportado. Os Estados Unidos aparecem como o segundo maior comprador da proteína brasileira.

Esse forte ritmo de embarques tem sido fundamental para equilibrar o mercado interno. Com parte significativa da produção direcionada ao exterior, a demanda internacional acaba funcionando como um amortecedor para os preços pagos ao pecuarista.

Mercado interno opera com cautela -Apesar do bom desempenho das exportações, o mercado doméstico do boi gordo apresenta ritmo lento de negociações. Pesquisadores do Cepea apontam que o conflito no Oriente Médio tem provocado especulações e elevado o nível de cautela entre os agentes do setor.

Embora a região não seja um destino relevante para a carne bovina brasileira, o possível fechamento de rotas estratégicas de transporte marítimo tem gerado preocupação entre exportadores, principalmente pelo impacto nos custos logísticos, como fretes e seguros.

Diante desse cenário, frigoríficos adotam postura mais cautelosa nas compras, avaliando estratégias de mercado. Já os vendedores demonstram resistência aos preços oferecidos e preferem aguardar novas negociações, o que acaba reduzindo o ritmo dos negócios.

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