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Equipes da Adapar intensificam ações de prevenção à gripe aviária no litoral do Paraná

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná reforça o monitoramento de propriedades e aves migratórias no Litoral

Equipes da Adapar intensificam ações de prevenção à gripe aviária no litoral do Paraná
Foto: Arnaldo Alves - 2017
Foto do autor Francieli Galo
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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) está intensificando suas ações de monitoramento no Litoral do Estado durante esta semana. Equipes especializadas estão visitando propriedades com galinhas para subsistência e acompanhando as aves migratórias, com o objetivo de reforçar as medidas de biosseguridade e evitar surtos de gripe aviária.

A medida foi tomada de acordo com os recentes surtos de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) observados em várias regiões das Américas, especialmente nos Estados Unidos, onde a doença causou grandes prejuízos, como o aumento no preço dos ovos e a morte de milhões de aves.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) registrou, apenas em janeiro de 2025, a infecção de 23 milhões de aves.

De acordo com Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, o Paraná, que é o maior produtor e exportador de frangos do Brasil, precisa manter um alto nível de vigilância. “Temos de reforçar as medidas de biosseguridade nas nossas propriedades”, afirmou.

O Litoral do Paraná foi escolhido para o início da intensificação, pois é uma área de passagem para aves migratórias, que têm o potencial de trazer o vírus de outros países. O trabalho com as aves migratórias está sendo realizado em parceria com o Centro de Estudos Marinhos da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Desde a confirmação da gripe aviária no Brasil, em maio de 2023, foram registrados 13 focos da doença, todos em aves silvestres, e prontamente controlados.

Porém, a influenza aviária continua representando uma ameaça, com impactos significativos no comércio internacional de produtos avícolas. Para manter as ações de prevenção e fiscalização em alta, o Governo do Estado prorrogou, em 25 de janeiro de 2025, o decreto de emergência zoossanitária no Paraná por mais 180 dias.

Em termos de produção, o Paraná abateu 2,2 bilhões de frangos em 2024, representando 34,2% da produção nacional. O Estado também lidera as exportações de carne de frango, com 2,171 milhões de toneladas enviadas para o exterior, gerando uma arrecadação de US$ 4 bilhões.

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