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Capacidade de armazenagem cresce e chega a 233,8 mi de toneladas

Capacidade instalada aumentou 1,1% no segundo semestre de 2025, com destaque para os silos, que já representam mais da metade da estrutura nacional

Capacidade de armazenagem cresce e chega a 233,8 mi de toneladas
Silos seguem como principal estrutura de armazenagem do país e concentram mais de 53% da capacidade instalada.
Foto do autor Cássia Lombardi
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Segundo dados da Pesquisa de Estoques, a capacidade disponível para armazenagem agrícola no Brasil alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, volume 1,1% superior ao registrado no semestre anterior. O número de estabelecimentos ativos também apresentou crescimento, passando para 9.668 unidades, alta de 0,5% na comparação com os primeiros seis meses do ano.

O avanço da capacidade de armazenagem acompanha a expansão da produção agrícola nacional e reforça a importância da infraestrutura logística para o escoamento e conservação das safras. Entre as regiões brasileiras, apenas o Sul registrou redução no número de estabelecimentos armazenadores. As demais apresentaram crescimento, com destaque para a Região Norte, que avançou 4,7%, seguida pelo Nordeste, com 1,9%, Sudeste, com 1,5%, e Centro-Oeste, com aumento de 0,3%.

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Em relação aos estoques armazenados em 31 de dezembro de 2025, o milho liderou com 22,8 milhões de toneladas, seguido pela soja, com 7,3 milhões de toneladas. Na sequência aparecem trigo, com 6 milhões de toneladas, arroz, com 2,9 milhões de toneladas, e café, com 800 mil toneladas.

Juntos, esses cinco produtos representaram 90,3% do volume total monitorado pela pesquisa. Os 9,7% restantes foram compostos por algodão, feijão preto, feijão de cor e outros grãos e sementes. Ao todo, foram contabilizadas 44,1 milhões de toneladas de produtos armazenados.

Silos ampliam participação na armazenagem nacional

A pesquisa mostra que os silos seguem como a principal estrutura de armazenagem do país. No segundo semestre de 2025, a capacidade útil desse tipo de instalação chegou a 124,7 milhões de toneladas, crescimento de 1,2% em relação ao semestre anterior.

Com isso, os silos passaram a representar 53,3% de toda a capacidade de armazenagem brasileira. Na Região Sul, a participação é ainda maior, respondendo por 65,6% da capacidade regional. O Sul também concentra 42,7% de toda a capacidade de silos existente no país.

Já os armazéns convencionais, estruturais e infláveis apresentam maior concentração nas regiões Sul e Sudeste, responsáveis por 34,1% e 32,2% da capacidade nacional desse tipo de estrutura, respectivamente. A predominância está relacionada à produção de culturas como arroz e café, normalmente armazenadas em sacarias.

Somadas, as duas regiões concentram 66,3% da capacidade brasileira de armazéns convencionais, estruturais e infláveis.

Rio Grande do Sul lidera em número de unidades

Na distribuição por estados, o Rio Grande do Sul permanece com o maior número de estabelecimentos armazenadores do país, totalizando 2.444 unidades. Mato Grosso aparece em seguida, com 1.799 estabelecimentos, enquanto o Paraná ocupa a terceira posição, com 1.372 unidades.

Apesar de não liderar em quantidade de estruturas, Mato Grosso possui a maior capacidade de armazenagem do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas. Desse total, 58,8% correspondem a armazéns graneleiros e 37,1% a silos.

O Rio Grande do Sul ocupa a segunda posição em capacidade instalada, com 38,9 milhões de toneladas, seguido pelo Paraná, com 35,7 milhões de toneladas. Em ambos os estados, os silos representam a principal estrutura de armazenagem.

Segundo o levantamento, a distribuição da capacidade instalada acompanha diretamente as regiões de maior produção de grãos do país.

Mato Grosso concentra principais municípios armazenadores

Entre os dez municípios com maior capacidade de armazenagem do Brasil, sete estão localizados em Mato Grosso. O destaque é Sorriso, que possui capacidade instalada de 5,9 milhões de toneladas.

No município, os armazéns graneleiros representam 76,4% da capacidade total. Considerado o maior produtor nacional de soja e milho, Sorriso responde sozinho por 9,1% da capacidade armazenadora de Mato Grosso.

Juntamente com Nova Mutum, Primavera do Leste, Sinop, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Lucas do Rio Verde, o município concentra 37,8% da capacidade de armazenagem estadual.

Em Goiás, o principal destaque é Rio Verde, responsável por 14,5% da capacidade armazenadora do estado.

No Paraná, Ponta Grossa lidera em capacidade instalada, com 2,6 milhões de toneladas, ocupando a sétima posição nacional. No município, os armazéns graneleiros representam 48,8% da capacidade total, enquanto os silos respondem por 41,4%.

Já em São Paulo, o destaque é Santos, que concentra 15% da capacidade estadual de armazenagem. No município, os graneleiros predominam e representam 60,5% da estrutura instalada.

Capacidade mais que dobrou desde 1997

A série histórica da Pesquisa de Estoques mostra uma expansão significativa da infraestrutura brasileira de armazenagem nas últimas décadas. Desde 1997, a capacidade útil total instalada cresceu 112,5%, passando de 110 milhões para 233,8 milhões de toneladas.

O avanço reflete os investimentos realizados pelo setor para acompanhar o crescimento da produção agropecuária nacional e reforça a importância da armazenagem para garantir maior eficiência logística, melhor gestão dos estoques e competitividade ao agronegócio brasileiro.

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