Os valores de comercialização de hortaliças e frutas importantes na mesa dos brasileiros registraram retração nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país durante o mês de junho. Segundo o 7º Boletim Hortigranjeiro do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a média ponderada do tomate recuou 15,85%, atingindo a cotação média de R$ 5,59 por quilograma.
O movimento de queda do tomate é reflexo direto da maior disponibilidade do produto no mercado, impulsionada pelo avanço da safra de inverno nas regiões produtoras. A maior diminuição de preços foi verificada na Ceasa de Recife (PE), onde o recuo atingiu 61,32%. Além do tomate, frutas como melancia, laranja e maçã também ficaram mais baratas na maioria dos entrepostos avaliados.
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Panorama das hortaliças: batata, cenoura, cebola e alface
O comportamento das demais hortaliças variou de acordo com a sazonalidade e o clima:
Batata: Embora tenha encerrado junho com leve alta de 1,81% na média ponderada geral devido ao acumulado dos meses anteriores, o tubérculo já apresentou queda de preços em 6 das 11 Ceasas pesquisadas, impulsionado pela maior oferta da safra principal. As maiores reduções ocorreram em Goiânia/GO (-12,53%) e Curitiba/PR (-11,61%).
Cenoura: A média ponderada permaneceu estável (+0,83%). A normalização do clima nas regiões de cultivo favoreceu o ritmo de colheita, garantindo boa oferta. As maiores baixas foram registradas em Rio Branco/AC (-17,62%) e Vitória/ES (-12,79%).
Cebola: O encerramento da safra do Sul (especialmente de Santa Catarina) reduziu a oferta nacional, fazendo com que o preço médio subisse 8,46%, mesmo com o início dos embarques provenientes de Minas Gerais e São Paulo.
Alface: Após dois meses consecutivos de queda, a folhosa subiu 11,99% na média geral. A combinação de temperaturas mais baixas — que desaceleram o desenvolvimento da planta no campo — com a menor demanda sazonal reduziu a disponibilidade da verdura.
Mercado de frutas e desempenho das exportações
No segmento de frutas, o frio influenciou o perfil de consumo e a maturidade dos pomares:
Melancia e Laranja: A melancia despencou 24,02% na média ponderada em função da menor procura nas regiões Sul e Sudeste durante o inverno. A laranja também recuou 13,20%, impactada pela estabilidade dos estoques de suco e pela menor demanda internacional.
Maçã e Mamão: A maçã caiu 2,81% com o aumento da oferta da variedade Fuji vinda do Sul. Já o mamão registrou leve retração de 1,56%, com o tempo frio desacelerando o amadurecimento do tipo Formosa na Bahia e no Espírito Santo.
Banana: Foi a única fruta analisada a apresentar alta na média ponderada (+2,10%), sustentada pela menor oferta em Minas Gerais (-11%), principal estado fornecedor.
Apesar da oscilação interna, as exportações brasileiras de frutas registraram desempenho positivo no primeiro semestre de 2026. O setor embarcou 632,85 mil toneladas ao exterior (+13% em relação ao mesmo período de 2025), gerando uma receita de US$ 775 milhões (+19,2%). Os principais destaques em volume enviado foram a maçã (+225%), o abacate (+93%) e a manga (+38%).
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