A colheita de café segue em ritmo lento na maior parte das regiões produtoras do Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea, os trabalhos deveriam ganhar intensidade a partir da segunda quinzena de maio, mas as recentes chuvas vêm dificultando o avanço das atividades no campo.
As precipitações elevam a preocupação dos produtores porque favorecem a queda de café em volume acima do normal. Além disso, os grãos que caem no chão tendem a perder qualidade durante o processo de coleta, o que pode impactar diretamente o valor comercial do produto.
Nesse cenário, o mercado do café arábica continua registrando oscilações nas cotações, embora o saldo do mês ainda seja de queda. De acordo com o Cepea, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica acumulou recuo de 8% em maio, até o dia 25, com média de R$ 1.666,98 por saca de 60 quilos. A pressão vem principalmente do avanço gradual da colheita da nova safra 2025/26.
No caso do robusta, o movimento foi diferente. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, posto no Espírito Santo, registrou média de R$ 929,24 por saca na parcial de maio, alta leve de 1,33% no período.
Segundo o Cepea, após quedas mais intensas observadas em abril, motivadas pela maior oferta de café da safra 2025/26, os preços passaram por ajustes e correções ao longo deste mês, em meio ao ritmo mais lento da colheita e às condições climáticas nas regiões produtoras.
Comentários
