O cultivo de peixes de cultivo vem ganhando relevância estratégica na matriz produtiva do Estado de Goiás. No fechamento do último ciclo anual, o volume total da produção da piscicultura goiana atingiu a marca de 31.580 toneladas, patamar que representa uma expansão de 2,77% na comparação com o ano de 2024. Com esse desempenho, o estado consolida a 11ª colocação no ranking produtivo nacional.
O mapeamento geoeconômico estadual aponta os municípios que lideram em extensão de lâmina dágua: Porangatu, com 221 hectares; Crixás, com 219 hectares; Nova Crixás, com 189 hectares; Piracanjuba, com 172 hectares; e Trindade, com 154 hectares. Sob a ótica de adensamento de estruturas físicas, os municípios com maior número de tanques instalados são Niquelândia (1.344), Inaciolândia (713), Minaçu (468), Quirinópolis (405) e Cristalina (338). Entre as variedades cultivadas, a tilápia mantém a predominância na preferência dos produtores.
A abundância de recursos hídricos e as condições climáticas favoráveis dão sustentação à continuidade desse ciclo de expansão, sobretudo nas regiões beneficiadas por malhas logísticas e canais de distribuição bem-estruturados, herdados dos fluxos consolidados da agricultura e da pecuária de corte. O aporte de capital privado na profissionalização do manejo e na regularização e tecnificação de plantas frigoríficas e agroindústrias locais tem sido decisivo, conferindo maior segurança jurídica e conformidade sanitária aos ativos.
Contudo, a cadeia produtiva goiana ainda enfrenta gargalos estruturais para consolidar seu crescimento. Há uma demanda latente por ampliação da infraestrutura de processamento industrial e desenvolvimento de mecanismos para a agregação de valor ao pescado na origem. Outro desafio central do setor reside na abertura de canais comerciais de comércio exterior, visando posicionar o excedente produtivo nos mercados internacionais.
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No cenário macroeconômico, a piscicultura brasileira ultrapassou a marca histórica de 1 milhão de toneladas anuais. O segmento de tilápia liderou a expansão ao atingir 707 mil toneladas, registrando um crescimento de 6,8%. Em contrapartida, o nicho de peixes nativos voltou a apresentar retração, recuando para o patamar de 257 mil toneladas, acompanhado por uma pausa no desenvolvimento de outras espécies exóticas, cuja queda foi de 1,75%.
O Estado do Paraná mantém a liderança absoluta da atividade, sendo responsável por quase 27% do volume total de pescado produzido no país. Impulsionada pelo desempenho paranaense, a Região Sul consolidou-se como o principal polo produtor de peixes de cultivo do Brasil, superando a marca de 360 mil toneladas processadas no período.
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