A diretoria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), liderada pelo presidente João Martins, conheceu o projeto do Centro de Bioeconomia e Inovação da Caatinga (Cebic). A iniciativa, elaborada pelo Sebrae Bahia, visa impulsionar o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do bioma por meio da união entre pesquisa acadêmica, tecnologia, empreendedorismo e bioeconomia.
O Cebic foi concebido como um espaço de geração de conhecimento e fomento a startups e empresas rurais, com foco na valorização dos ativos ambientais, econômicos e culturais característicos da Caatinga.
88% da dívida rural no RS fica fora da MP 1.376, aponta Farsul
SP libera R$ 150 mil para produtores atingidos por temporal em Ribeirão Preto
Durante o encontro, João Martins ressaltou o impacto potencial da proposta para o setor produtivo e defendeu a celeridade em sua execução.
"É um projeto que desperta o interesse de todos pela sua relevância. É importante que apresente estratégias claras de implementação e entregue resultados concretos para o campo desde a sua implantação", afirmou o presidente da CNA.
Inovação e transformação para o produtor do Semiárido
O vice-presidentes da CNA e produtor rural, Humberto Miranda, enfatizou que o centro representa uma oportunidade para mudar o panorama produtivo das propriedades rurais nordestinas.
"Como nordestino e produtor rural, conheço os desafios para levar inovação e tecnologia à região. O projeto reúne pesquisa, empreendedorismo e desenvolvimento para transformar a realidade da Caatinga e criar novas oportunidades para quem vive no bioma", destacou Miranda.
Na mesma linha, o presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae e da Faesc, José Zeferino Pedrozo, reforçou a necessidade de tirar a proposta do papel. "Agora, é preciso iniciar sua execução para comprovar seu potencial e gerar resultados para a Caatinga", declarou.
Conexão entre ciência, mercado e biodiversidade
Segundo o diretor técnico do Sebrae Bahia, André Gustavo de Barbosa, o projeto reconhece a Caatinga como um patrimônio exclusivamente nacional e com vocação para negócios sustentáveis. A meta é criar caminhos para aproximar agricultores e pecuaristas rurais de universidades, centros de pesquisa, investidores e instituições públicas.
O escopo do Cebic inclui o desenvolvimento de novos produtos da flora e fauna locais, programas de aceleração de negócios, espaços colaborativos de trabalho e a estruturação de um Observatório da Bioeconomia.
Para a diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho, a iniciativa vai agregar valor econômico à biodiversidade nativa, transformando o potencial ecológico em renda direta para as famílias do Semiárido.
O encontro contou ainda com a presença do diretor-geral do Senar, Daniel Carrara; do diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi; de presidentes de federações estaduais de agricultura e de diretores do Sebrae Nacional e da Bahia.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
