Após mais de um mês de valorizações consecutivas no mercado nacional, os preços da melancia registraram recuo. De acordo com análise do setor de Hortifrúti do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a desvalorização é reflexo direto do enfraquecimento da demanda, impulsionado pelas temperaturas mais baixas e chuvas isoladas registradas na Região Sudeste, principal centro consumidor do país.
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A retração nas cotações ocorreu mesmo em um cenário de oferta física controlada nos campos de produção. A disponibilidade do produto segue limitada devido a problemas causados por viroses nas lavouras, com destaque para a região produtora de Uruana (GO).
Qualidade ganha estabilidade, mas perspectiva segue de preços pressionados
No aspecto qualitativo, pesquisadores da equipe de Hortifrúti do Cepea apontam que os episódios de frutas trincadas registraram diminuição nas áreas que não foram atingidas por viroses. A melhoria na estrutura do fruto é favorecida pela menor amplitude térmica observada nas regiões produtoras ao longo dos últimos dias.
Para o curto prazo, a expectativa do Cepea é de que o mercado permaneça pressionado. Mesmo com a estimativa de que a oferta nacional de melancias continue restrita, a procura da ponta consumidora deve seguir limitada devido à perda do poder de compra típico de final de mês, o que pode resultar em novos reajustes negativos nos preços ao produtor.
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