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Bem-estar animal avança como estratégia no agro

Foto do autor Jair Reinaldo
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Bem-estar animal avança como estratégia no agro
O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, abriu o Fórum com o tema Estratégia, política e o papel do agro na nova ordem econômica. Foto: Divulgação COBEA

Fórum em São Paulo debateu como práticas de bem-estar animal influenciam investimentos, abertura de mercados e competitividade do agronegócio brasileiro

O bem-estar animal deixou de ser um tema restrito ao campo técnico e passou a ocupar espaço estratégico dentro do agronegócio brasileiro. Essa foi uma das principais conclusões do Fórum Estratégico de Bem-Estar Animal – Alinhando Propósito, Mercado e Performance, realizado em São Paulo (SP).

Promovido pela Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal e pela Produtor do Bem, o encontro reuniu representantes do setor produtivo, especialistas e instituições financeiras para discutir como as práticas de bem-estar animal vêm influenciando investimentos, competitividade e acesso a mercados internacionais.

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Durante a abertura do evento, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua, destacou que a competitividade brasileira já não depende apenas de preços, mas também de critérios ambientais, técnicos e de governança.

Segundo ele, o Brasil precisa fortalecer sua imagem internacional e demonstrar compromisso com padrões produtivos reconhecidos globalmente.

Mercado financeiro amplia exigências

O debate também destacou que o bem-estar animal passou a ser visto como indicador de gestão e redução de riscos dentro das propriedades e empresas do agro.

A head de Riscos Socioambientais do Santander Brasil, Silvia Chicarino, afirmou que instituições financeiras já consideram práticas ligadas ao tema em análises de crédito e sustentabilidade.

Especialistas presentes no fórum reforçaram que empresas alinhadas a critérios ESG e certificações robustas tendem a ganhar espaço no mercado e ampliar a confiança de investidores.

Certificações e imagem internacional

Outro ponto debatido foi a importância das certificações e auditorias independentes para garantir credibilidade às informações relacionadas ao bem-estar animal.

Representantes do setor defenderam a chamada “tropicalização” das normas, adaptando exigências internacionais à realidade produtiva brasileira sem comprometer a competitividade do país.

A diretora de Sustentabilidade da Seara, Sheila Guebara, destacou que a adoção de práticas sustentáveis precisa considerar aspectos técnicos, econômicos e as características dos biomas brasileiros.

Consumidor e sustentabilidade

O avanço das exigências dos consumidores também esteve no centro das discussões. Segundo os participantes, atributos como sustentabilidade, rastreabilidade e bem-estar animal passaram a influenciar cada vez mais a percepção de valor dos produtos.

Para representantes da indústria e do varejo, o tema já se tornou diferencial competitivo e tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos, principalmente em mercados internacionais mais exigentes.

A diretora-executiva da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal, Elisa Tjarnstrom, afirmou que o Brasil tem potencial para assumir protagonismo global no tema, especialmente pela relevância da produção nacional de proteína animal.

Criada em 2024, a COBEA reúne empresas, produtores e representantes da cadeia de proteína animal com o objetivo de acelerar avanços em práticas de bem-estar animal no Brasil.

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Editor RuralNews
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