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Clima influencia o ritmo das lavouras no Rio Grande do Sul

Condições climáticas recentes influenciam o andamento das lavouras em diferentes regiões do Rio Grande do Sul

Clima influencia o ritmo das lavouras no Rio Grande do Sul
Lavoura de cebola para produção de sementes em assentamento de Hulha Negra. Foto: Celso Girotto / Emater RS-Ascar
Foto do autor Francieli Galo
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As olerícolas no Rio Grande do Sul seguem com bom potencial produtivo em diversas regiões do Estado, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Ainda que o clima imponha desafios pontuais, o desempenho das lavouras permanece, em geral, satisfatório.

Na região de Bagé, produtores de sementes de cebola se preparam para o início da colheita, com lavouras em fase de maturação e bom potencial produtivo. No entanto, diante da previsão de volumes elevados de chuva, alguns agricultores devem antecipar a colheita para reduzir riscos, considerando o alto valor agregado do produto.

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Além disso, o manejo de doenças segue como principal desafio da safra. O excesso de chuvas registrado nos meses de agosto e setembro favoreceu a ocorrência de míldio, exigindo a intensificação das aplicações de fungicidas para preservar o potencial produtivo das lavouras.

Na Serra Gaúcha, em Nova Roma do Sul, a colheita da cebola avança para a fase final. Apesar do atraso no encerramento do ciclo, provocado pelo transplante tardio das mudas e pelas temperaturas mais baixas, o produto colhido apresenta boa qualidade.

Na região de Soledade, a oferta de hortigranjeiros permanece estável. Produtores que utilizam telas de sombreamento obtêm melhores resultados neste período, enquanto culturas de clima ameno, como folhosas e brássicas, enfrentam restrições produtivas devido às altas temperaturas.

Em Passo Fundo, a boa disponibilidade de umidade no solo favorece o cultivo de olerícolas, especialmente brássicas, como brócolis, couve e repolho. Além disso, as condições climáticas permitem a realização de transplantios de tomate, com preços em torno de R$ 10,00 por quilo.

Na região de Santa Rosa, produtores colhem folhosas mais tolerantes ao calor, como couve, almeirão e temperos. Ao mesmo tempo, áreas de tomate em ambiente protegido apresentam bom desempenho produtivo, embora o calor intenso tenha provocado perdas pontuais na qualidade de algumas olerícolas.

Alho, feijão-de-vagem e rúcula

Na Serra Gaúcha, a colheita do alho segue em ritmo final. Os bulbos passam pelo processo de cura e apresentam qualidade satisfatória, enquanto os produtores acompanham as expectativas de preços para a comercialização da safra no próximo ano.

No Vale do Taquari, o feijão-de-vagem sofreu perdas de produtividade estimadas em cerca de 10%, em função das altas temperaturas, que prejudicaram o florescimento. Apesar disso, a cultura mantém bom estado fitossanitário, embora o aumento da oferta tenha pressionado os preços.

Já a rúcula, cultivada em ambiente protegido, apresenta desenvolvimento adequado e boa qualidade fitossanitária. A comercialização segue satisfatória nas principais regiões produtoras.

Trigo, soja, milho e arroz

A colheita do trigo está concluída no Estado, com produtividade média de 3.012 kg por hectare e padrão industrial satisfatório. Ainda assim, os preços seguem abaixo do esperado, o que gera insatisfação entre os produtores, apesar de ações pontuais de apoio à comercialização.

A semeadura da soja avança de forma consistente e se aproxima da conclusão na maior parte do Rio Grande do Sul. As lavouras apresentam desenvolvimento de satisfatório a muito bom, favorecido pela reposição da umidade do solo ao longo de dezembro.

No caso do milho, o desempenho das lavouras varia conforme a distribuição das chuvas. Áreas de sequeiro sofreram perdas irreversíveis durante fases críticas do ciclo, enquanto lavouras beneficiadas por chuvas recentes apresentam recuperação parcial.

Por fim, a semeadura do arroz está próxima do encerramento. O desenvolvimento inicial das lavouras é considerado compatível com a época, embora os baixos preços de comercialização ainda gerem incertezas para parte dos produtores.

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