O mercado de genética para pecuária de corte registra uma mudança consistente no perfil de contratação de reprodutores pelas centrais de inseminação artificial. Levantamento divulgado pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), durante a realização da Feira Nacional de Genética Promebo (Fenagen), em Pelotas (RS), confirma que empresas do setor fecharam a contratação de touros de pelo menos cinco raças distintas: Angus, Brangus, Charolês, Hereford e Braford.
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A movimentação de mercado reflete a busca crescente das centrais por animais que combinem números de avaliação genética com o padrão comercial exigido pela pecuária intensiva. De acordo com o coordenador do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), Laerte Rochel, o interesse comercial nessas feiras técnicas demonstra que o setor de insumos genéticos passou a selecionar reprodutores com base em métricas de produtividade.
Segundo Laerte a feira tornou-se um ambiente de prospecção técnica para o mercado.
"As centrais compreenderam o propósito do evento e, hoje, além de serem participantes, aproveitam a oportunidade para a contratação de touros", destaca Rochel.
Conforme a avaliação da ANC, a pré-seleção dos animais levados a julgamento considera tanto os dados das avaliações do Promebo quanto os atributos fenotípicos requeridos pelo mercado final de carne.
Exigências da pecuária de corte e difusão no Sul
A seleção direcionada das centrais aponta que a conquista de campeonatos de pista deixou de ser o único critério para a entrada de um touro em centrais de coleta.
"A contratação dos reprodutores não depende apenas da conquista dos principais prêmios nas pistas. As empresas buscam animais que atendam a objetivos do mercado, combinando desempenho genético, características produtivas e padrão racial", amplia Rochel.
A presença de selecionadores e técnicos em polos genéticos da Região Sul, com destaque para a produção do Rio Grande do Sul e do Paraná, acelera a distribuição de doses de sêmen para rebanhos comerciais de todo o Brasil. Na avaliação da ANC, essa integração encurta o caminho entre a pesquisa de melhoramento no campo e o ganho de eficiência no confinamento e na crícia.
"Esse movimento reforça o elo entre o programa de melhoramento genético e o mercado, valorizando os resultados obtidos pelos selecionadores e ampliando a difusão da genética produzida no País", conclui Rochel.
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