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RS conclui primeira etapa de contenção do greening

Após eliminar plantas infectadas em Palmitinho, equipes iniciam monitoramento em área de 2,4 quilômetros ao redor do foco

RS conclui primeira etapa de contenção do greening
Equipes de defesa vegetal ampliam ações de monitoramento para impedir a disseminação do greening no Rio Grande do Sul. Foto: Seapi / Divulgação
Foto do autor Jair Reinaldo
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Segundo informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), foi concluída a erradicação do foco de greening (HLB) identificado no município de Palmitinho, no Médio Alto Uruguai. As equipes também finalizaram o monitoramento em um raio de 500 metros ao redor da propriedade onde a doença foi confirmada no último dia 8 de junho.

Desde a confirmação do primeiro registro da doença em território gaúcho, servidores estaduais e federais atuam em uma força-tarefa para conter a disseminação do greening e proteger a citricultura do estado.

Até o momento, aproximadamente 60 plantas com sintomas compatíveis com a doença foram identificadas e eliminadas na área de contenção estabelecida pelas autoridades fitossanitárias. As ações iniciais envolveram 26 imóveis localizados dentro do raio de monitoramento de 500 metros ao redor do foco.

Com a conclusão dessa etapa, as equipes do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) iniciaram um novo levantamento fitossanitário em uma área ampliada, abrangendo um raio de 2,4 quilômetros. O trabalho deverá alcançar cerca de 230 propriedades rurais localizadas no entorno da área afetada.

As ações incluem a remoção de plantas contaminadas, o controle do psilídeo Diaphorina citri, inseto responsável pela transmissão da bactéria causadora do greening, além da vistoria contínua das propriedades da região. Os trabalhos são realizados em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Huanglongbing (PNCHLB).

Resposta rápida busca conter avanço da doença

O secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, destacou a rapidez das medidas adotadas após a confirmação do foco.

“A confirmação do foco exige uma resposta rápida e coordenada. O Rio Grande do Sul realiza há anos ações de monitoramento e prevenção, o que permitiu identificar o problema e adotar imediatamente as medidas de contenção. Nosso objetivo é proteger a citricultura gaúcha e evitar que a doença se estabeleça no Estado”, afirmou.

Segundo o diretor do Departamento de Defesa Vegetal, Ricardo Felicetti, as atividades de vigilância serão intensificadas nos próximos dias.

“Vamos localizar todos os pontos críticos, identificar possíveis ocorrências da doença e reforçar as medidas de contenção para impedir sua disseminação”, explicou.

De acordo com a avaliação técnica da defesa vegetal, a principal hipótese para a entrada do greening no Rio Grande do Sul está relacionada ao uso de mudas irregulares já contaminadas. Por isso, os órgãos de fiscalização reforçam a orientação para que produtores adquiram apenas mudas produzidas dentro das exigências da legislação federal, com rastreabilidade e garantia fitossanitária.

Monitoramento vinha sendo realizado há anos

A identificação do foco foi resultado de um trabalho contínuo de vigilância fitossanitária realizado nos últimos anos.

Entre novembro de 2025 e março de 2026, foram instaladas e monitoradas 374 armadilhas em 77 municípios gaúchos, totalizando 4.326 leituras voltadas à detecção do inseto transmissor da doença.

Ao longo de 2025, foram realizadas 211 inspeções em pomares distribuídos por 65 municípios, com coleta de 13 amostras suspeitas. Todas apresentaram resultado negativo para a bactéria causadora do greening.

Já em 2026, antes da confirmação do foco em Palmitinho, outras 47 inspeções haviam sido realizadas em 19 municípios, sem registros positivos.

Considerado a doença mais severa da citricultura mundial, o greening afeta todas as espécies de citros e não possui cura. A enfermidade compromete a produtividade, reduz a qualidade dos frutos e pode provocar a morte das plantas, gerando impactos econômicos significativos para toda a cadeia citrícola.

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