Segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), compiladas em levantamento da TF Agroeconômica, as exportações brasileiras de carne de frango devem manter uma trajetória firme de crescimento ao longo de 2026. A entidade projeta que o volume embarcado para o exterior pode alcançar até 5,875 milhões de toneladas, o que representa uma expansão de até 10,3% na comparação com o ano de 2025.
O desempenho positivo deve reforçar a posição do Brasil como o maior exportador mundial da proteína. Acompanhando o ritmo das vendas externas, a produção nacional de carne de frango também deve registrar avanço de até 5,6%, atingindo um patamar entre 16,0 milhões e 16,15 milhões de toneladas. No mercado doméstico, o consumo per capita está estimado em 48,1 kg por habitante, superando os 46,7 kg registrados no ciclo anterior.
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Estratégias para contornar barreiras na União Europeia e tensões externas
O avanço das projeções ocorre a despeito de desafios regulatórios e geopolíticos internacionais. Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, mesmo na hipótese de a União Europeia suspender as compras de carne de frango brasileira por exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos, os impactos operacionais poderão ser devidamente geridos pelo setor.
"O impacto poderá ser administrado com o redirecionamento dos embarques para outros mercados", destaca Santin. O executivo lembra que o Brasil já enfrentou períodos anteriores sem acesso ao mercado comunitário europeu e conseguiu sustentar resultados positivos nos embarques globais.
Atualmente, a União Europeia responde por menos de 5% das exportações brasileiras de carne de frango, concentrando compras de cortes de maior valor agregado, como o peito. Já o Oriente Médio absorve quase 30% das vendas externas do setor, sendo o verdadeiro foco de atenção da entidade diante das volatilidades geopolíticas na região.
Desempenho nos portos do Sul e perspectivas até 2027
As exportações brasileiras encerraram o primeiro semestre de 2026 cravando recordes históricos em volume e receita, ancoradas pela forte demanda de compradores consolidados como China, Japão e Emirados Árabes Unidos. Esse escoamento massivo beneficia diretamente o corredor logístico da Região Sul, com destaque para a movimentação nos portos do Paraná e de Santa Catarina, principais polos avícolas do País.
Para o ciclo de 2027, a ABPA prevê a continuidade do ciclo altista, com embarques atingindo até 6,05 milhões de toneladas (alta de 3% sobre 2026) e produção nacional alcançando 16,6 milhões de toneladas (crescimento de 2,8%).
Paralelamente, a cadeia da carne suína também projeta números favoráveis, com expectativa de exportar até 1,6 milhão de toneladas em 2026 (alta de 5,9%), impulsionada por vendas para as Filipinas e a manutenção do envio de miúdos para o mercado chinês.
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