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Registros de agrotóxicos e bioinsumos em 2025 crescem no Brasil

Ano fecha com recorde histórico de liberações de bioinsumos e avanços na modernização do marco regulatório

Registros de agrotóxicos e bioinsumos em 2025 crescem no Brasil
Brasil encerrou 2025 com recorde histórico de liberações de bioinsumos e avanços no marco regulatório do setor. Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária / Divulgação
Foto do autor Francieli Galo
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Os registros de agrotóxicos e bioinsumos em 2025 mostram avanços relevantes na regulação do setor. O Ministério da Agricultura e Pecuária apresentou o balanço anual com destaque para os produtos biológicos.

Os dados constam no Ato nº 63 da Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins. A publicação no Diário Oficial da União consolida os números do ano e as principais mudanças regulatórias.

Total de registros concedidos ao longo do ano

Em 2025, o Brasil concedeu registro para um ingrediente ativo químico inédito. Além disso, autorizou 101 produtos equivalentes ou genéricos e 15 produtos classificados como bioinsumos.

Ao todo, o país encerrou o ano com 912 registros concedidos. Desse total, 323 correspondem a produtos técnicos, destinados exclusivamente ao uso industrial.

Ainda assim, o maior destaque ficou com os bioinsumos. O Brasil liberou 162 produtos dessa categoria, o maior volume já registrado.

Bioinsumos alcançam recorde histórico

Os bioinsumos registrados em 2025 incluem produtos biológicos, microbiológicos e bioquímicos. Além disso, o conjunto abrange extratos vegetais, reguladores de crescimento e semioquímicos.

Nesse contexto, parte das liberações contempla o uso na agricultura orgânica. Dessa forma, os registros de agrotóxicos e bioinsumos em 2025 ampliam as alternativas disponíveis aos produtores.

Além disso, o país registrou seis novos produtos técnicos inéditos. Paralelamente, autorizou 19 produtos formulados à base de ingrediente ativo novo.

Ingredientes ativos inéditos fortalecem o manejo

A introdução de ingredientes ativos novos amplia os modos de ação disponíveis no mercado. Assim, fortalece o manejo integrado de pragas e doenças.

Diferentemente dos produtos equivalentes, essas novas moléculas reduzem riscos de resistência. Além disso, incorporam tecnologias mais modernas à defesa fitossanitária.

Em 2025, o Brasil registrou os ingredientes Ipflufenoquina, Fluoxastrobina, Fluazaindolizine, Isopirazam, Fenpropidin e Ciclobutrifluram. Com isso, o portfólio fitossanitário nacional ganhou mais diversidade.

Produtos equivalentes predominam em número

Embora os produtos inéditos ganhem destaque técnico, os equivalentes predominam em quantidade. O objetivo é ampliar a concorrência e assegurar o abastecimento do mercado.

Segundo o Mapa, parte dessas liberações ocorreu por decisões judiciais. Esses processos envolvem pedidos protocolados entre 2015 e 2016, em razão do descumprimento de prazos legais.

Organização e transparência nos processos

Para aumentar previsibilidade e eficiência, o Mapa editou o Ato nº 62 em dezembro de 2025. A norma centraliza o protocolo e a tramitação dos pedidos de registro e pós-registro.

Desde setembro de 2025, todos os novos pedidos passaram a tramitar exclusivamente pelo Sistema Eletrônico de Informações. Assim, o órgão deixou de considerar protocolos feitos diretamente em outros entes para fins de fila.

Por outro lado, processos distribuídos antes dessa data mantêm seus fluxos originais. Dessa forma, o Mapa preserva a segurança jurídica e o andamento regular das análises.

Registro não significa uso no campo

O Ministério esclarece que o número de registros não indica uso efetivo no campo. A demanda por esses insumos depende de fatores técnicos e produtivos.

Entre eles, destacam-se a área cultivada, a pressão de pragas, as condições climáticas e o sistema de manejo. Em 2024, mais da metade das marcas comerciais registradas não chegou a ser comercializada.

Fiscalização e controle seguem reforçados

O processo de registro no Brasil envolve análises técnicas de três órgãos. A Anvisa avalia os impactos à saúde humana, enquanto o Ibama analisa os riscos ambientais. Já o Mapa verifica eficiência e praticabilidade agronômica.

Além disso, em 2025, o Mapa reforçou as ações de fiscalização. O órgão publicou chamamentos para atualização documental e revisão técnica de ingredientes ativos.

Como resultado, o ministério suspendeu cautelarmente 34 produtos. Paralelamente, as ações de fiscalização apreenderam 1.946 litros de agrotóxicos ilegais.

Perspectivas regulatórias para 2026

As ações desenvolvidas em 2025 integram a agenda iniciada com a Lei nº 14.785/2023. A norma instituiu protocolo único, rastreabilidade e priorização técnica.

Para 2026, o Mapa prevê o lançamento do Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica. Assim, os registros de agrotóxicos e bioinsumos em 2025 indicam um processo contínuo de modernização regulatória.

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