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Peso ao desmame ganha força na suinocultura

Foto do autor Jair Reinaldo
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Peso ao desmame ganha força na suinocultura
Objetivo é produzir animais viáveis, robustos e com grande potencial de desempenho para as fases seguintes. Foto: Topigs Norsvin

Estratégias voltadas à qualidade dos leitões e ao equilíbrio das matrizes ajudam a reduzir custos e melhorar o desempenho produtivo nas granjas

A suinocultura tem passado por uma mudança importante nos indicadores considerados estratégicos dentro das granjas. Se antes o principal objetivo era ampliar o número de leitões nascidos e desmamados, atualmente o setor tem direcionado o foco para a qualidade desses animais, especialmente no peso ao desmame e na quantidade de quilos desmamados por fêmea ao ano.

A avaliação do desempenho deixou de considerar apenas volume e passou a observar o impacto econômico gerado ao longo de toda a cadeia produtiva. O objetivo agora é produzir leitões mais robustos, uniformes e com maior potencial de crescimento nas fases seguintes.

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Peso ao desmame influencia desempenho do lote

Segundo a médica-veterinária e especialista de Validação de Produtos da Topigs Norsvin, Kelly Will, o peso ao desmame tem relação direta com a sobrevivência dos animais e com o desempenho nas etapas de creche e terminação.

De acordo com ela, leitões mais pesados conseguem enfrentar melhor os desafios sanitários e nutricionais após a saída da maternidade, apresentando crescimento mais eficiente e melhor conversão alimentar.

“Um bom desempenho na fase de maternidade frequentemente está associado a um melhor ganho de peso, melhor eficiência alimentar e, em muitos casos, menor tempo para atingir o peso de abate”, afirma a especialista.

Esse cenário também impacta diretamente os custos da produção, já que animais que chegam mais rápido ao peso ideal permanecem menos tempo consumindo ração dentro do sistema produtivo.

Matrizes equilibradas ganham importância

Outro ponto destacado pelo setor é a necessidade de matrizes mais equilibradas e funcionais. A chamada “fêmea moderna” precisa reunir alta prolificidade e capacidade de nutrir leitegadas maiores sem comprometer seu desempenho produtivo.

Segundo Kelly Will, a tendência é reduzir manejos corretivos, como transferência de leitões entre matrizes e uso de mães de leite, priorizando fêmeas capazes de desmamar sua própria leitegada com qualidade e uniformidade.

“Cada vez mais se busca uma fêmea capaz de nutrir e desmamar sua própria leitegada com consistência, reduzindo a necessidade de manejos corretivos”, explica.

Além disso, a robustez estrutural e a longevidade produtiva das matrizes também passaram a ser fatores considerados essenciais para garantir eficiência econômica nas granjas.

Genética e gestão ganham espaço na produção

A integração entre genética, manejo e avaliação econômica tem sido apontada como um dos principais caminhos para aumentar a competitividade da suinocultura.

A Topigs Norsvin destaca que trabalha com um modelo de melhoramento genético balanceado, buscando unir prolificidade, habilidade materna, sobrevivência dos leitões, eficiência alimentar e longevidade produtiva.

Segundo a empresa, a proposta é garantir que os animais já nasçam com potencial genético adequado para atingir bom peso ao desmame, reduzindo perdas e melhorando os resultados financeiros ao longo de toda a cadeia produtiva.

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Editor RuralNews
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