Os preços internacionais da soja avançaram na semana passada, impulsionados principalmente pelo aumento das tensões no Oriente Médio. O cenário intensificou as preocupações em relação ao fluxo de petróleo na região e sustentou as cotações das commodities energéticas, movimento que também refletiu sobre o mercado da oleaginosa.
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização externa elevou a paridade de exportação e deu sustentação às cotações domésticas da soja no Brasil.
Alta externa reforça preços no mercado interno
De acordo com o Cepea, o avanço das cotações internacionais foi o principal fator por trás da nova alta observada no mercado brasileiro.
Com a valorização da soja no exterior, a paridade de exportação subiu, o que contribuiu para fortalecer os preços internos e manter o mercado doméstico sustentado ao longo da semana passada.
Novas exigências limitam negócios nos portos
Apesar do suporte vindo do mercado internacional, o ritmo de negócios nos portos brasileiros foi limitado por novos protocolos de exigências fitossanitárias.
Segundo o Cepea, esse cenário fez com que cargas destinadas à exportação fossem devolvidas nos últimos dias, aumentando a cautela entre os agentes e trazendo incerteza para as operações voltadas ao mercado externo.
Mercado interno ganha prioridade diante das incertezas
Diante das dificuldades e da falta de clareza em relação às novas exigências fitossanitárias, parte dos agentes passou a priorizar negociações entre regiões do mercado interno.
Segundo o Cepea, esse movimento ocorreu em detrimento das exportações, ao menos até que haja maior definição sobre as exigências e sobre o impacto delas no fluxo dos embarques.
Com isso, mesmo com a alta internacional dando suporte às cotações, o mercado brasileiro também passou a ser influenciado por um redirecionamento momentâneo dos negócios para o ambiente doméstico.