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Soja sobe em Chicago, mas colheita derruba preços no Brasil

Foto do autor Francieli Galo
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Soja sobe em Chicago, mas colheita derruba preços no Brasil
Mesmo com alta de 7% em Chicago, a pressão da colheita avançando no país puxou as cotações para baixo no mercado físico

Alta de 7% no exterior contrasta com queda no mercado interno, pressionado pela oferta e perdas no Sul

A valorização da soja no mercado internacional não foi suficiente para sustentar os preços no Brasil em fevereiro. Mesmo com alta de 7% em Chicago, a pressão da colheita avançando no país puxou as cotações para baixo no mercado físico, cenário que impacta diretamente a decisão de venda do produtor. São dados do boletim Agro Mensal do Itaú BBA de março/2026.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), a soja encerrou o mês cotada a US$ 11,24 por bushel, sustentada principalmente pela demanda aquecida e expectativa de novas compras da China. O movimento ganhou força com sinais de possível avanço nas relações comerciais entre Estados Unidos e chineses, além da valorização do óleo de soja.

Já no Brasil, o efeito foi inverso: com maior oferta no mercado, os preços recuaram. Em Sorriso (MT), referência nacional, a saca caiu cerca de 5%, para R$ 100.

Por trás desse descolamento está o avanço da colheita, que aumenta rapidamente a disponibilidade do grão e pressiona os compradores. Ao mesmo tempo, fatores externos seguiram dando suporte às cotações internacionais, como a alta do petróleo — que impulsiona os biocombustíveis e, consequentemente, o óleo de soja — e as tensões geopolíticas no Oriente Médio. No campo, o clima também trouxe impacto relevante: no Rio Grande do Sul, a irregularidade das chuvas reduziu o potencial produtivo.

A estimativa de produção gaúcha foi revisada para 19 milhões de toneladas, queda de 11% em relação à projeção inicial, segundo a Emater, embora ainda acima da safra anterior. Para as próximas semanas, o produtor deve acompanhar o ritmo da colheita no Brasil, o comportamento do dólar e a demanda internacional, principalmente da China, que seguem sendo determinantes para oportunidades de comercialização. O cenário ainda é de pressão no curto prazo, mas com suporte externo que pode abrir janelas de venda.

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Editor RuralNews
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