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Milho fechou em alta na CBOT com falta de umidade no Brasil e nos EUA

A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,55 % ou $ 2,50 cents/bushel a $ 461,00 nesta segunda-feira (17/03)

Milho fechou em alta na CBOT com falta de umidade no Brasil e nos EUA
O Milho B3 fechou dia em alta, mas acumulado da semana em baixa.
Foto do autor Francieli Galo
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O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta segunda-feira. As cotações do milho foram beneficiadas pela forte alta do trigo neste começo de semana. Como fatores próprios se destacam as áreas secas no Centro Oeste brasileiro, onde segue o plantio do milho safrinha e a falta de umidade nos EUA nas áreas destinadas a semeadura do cereal, que deve começar em poucas semanas.

A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,55 % ou $ 2,50 cents/bushel a $ 461,00. A cotação para maio, fechou em alta de 0,53 % ou $ 2,50cents/bushel a $ 470,00.

Se por um lado as incertezas tarifaras penalizam as cotações do milho nos EUA, os embarques continuam acelerados. Apesar da queda de 11% nos embarques no comparativo semanal, os americanos já embarcaram 30.760.789 toneladas de milho no ano comercial, volume superior a mesma data do ano passado.

MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL

O Milho B3 fechou dia em alta, mas acumulado da semana em baixa. Os principais contratos de milho encerraram o dia em alta nesta segunda-feira (17). O milho negociado na B3 continua a ganhar fôlego em março. Mesmo o comprador sabendo que o grão da primeira safra logo estará disponível, os poucos lotes negociados no mercado físico, para garantir estoques, estão ganhando valor.

No último dia de contrato de março, a cotação de maio foi impulsionada para R$ 82,07. Segundo o Cepea “Os preços do milho seguem em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, o impulso vem da combinação de estoques baixos com a demanda aquecida pelo cereal.

No encerramento da semana passada, o Indicador ESALQ/BMFBovespa (Campinas – SP) se aproximava dos R$ 90/saca de 60 kg, patamar nominal verificado pela última vez em abril de 2022.

Dados da Conab indicam que os estoques iniciais da temporada 2024/25 são de apenas 2,04 milhões de toneladas, inferior às 2,1 milhões de toneladas apontadas em fevereiro/25 e bem abaixo das 7,2 milhões de toneladas da safra 2023/24. O atual estoque representa apenas 2,4% do consumo anual do milho pelo mercado interno, estimado pela Conab em 86,97 milhões de toneladas em 2024/25.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia: o vencimento de maio/25 foi de R$ 82,07 apresentando alta de R$ 2,10 no dia, alta de R$ 0,06 na semana; julho/25 fechou a R$ 73,98, alta de R$ 1,55 no dia, baixa de R$ -0,26 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 73,55, alta de R$ 1,48 no dia e alta de R$ 0,231 na semana. Veja os demais resultados na tabela de fechamento abaixo.

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