Cachaça catarinense é eleita a melhor do Brasil em 2026
Bebida produzida em Luiz Alves, em Santa Catarina, conquistou o primeiro lugar em premiação nacional e reforça a tradição da produção catarinense de cachaça
Uma cachaça produzida em Luiz Alves, em Santa Catarina, foi eleita a melhor do Brasil no Ranking da Cúpula da Cachaça 2026, uma das principais premiações nacionais do segmento. O reconhecimento reforça a tradição da produção catarinense e destaca o trabalho de registro e fiscalização realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) junto ao setor de bebidas.
A campeã foi a cachaça Extra Premium, produzida pelo Alambique Bylaardt, localizado no Vale do Itajaí. A bebida passa por um processo de envelhecimento de 18 anos em barris de carvalho francês, característica que contribui para o perfil sensorial diferenciado do produto.
O município de Luiz Alves possui Indicação Geográfica (IG) reconhecida pela tradição e qualidade na produção de cachaças, fator que agrega valor aos produtos locais e fortalece a competitividade da cadeia produtiva regional.
Segundo o superintendente de Agricultura e Pecuária em Santa Catarina, Ivanor Boing, o prêmio reforça a importância da tradição produtiva e da regularização dos produtos junto ao Ministério da Agricultura.
“Esse prêmio reconhece não apenas a qualidade e a conformidade da bebida, mas também uma história construída ao longo de 83 anos de tradição”, destacou.
A edição de 2026 do Ranking da Cúpula da Cachaça reuniu mais de 150 rótulos de diferentes regiões do país. A avaliação foi dividida em três etapas: votação popular, análise técnica de especialistas independentes e degustação às cegas das 50 cachaças finalistas.
Na fase final, as amostras foram compradas diretamente no mercado e avaliadas sem identificação dos rótulos. A cachaça catarinense obteve a maior pontuação geral e conquistou o primeiro lugar da premiação.
De acordo com o Mapa, o registro de bebidas garante rastreabilidade, controle de qualidade e conformidade dos produtos comercializados no país. O trabalho também contribui para fortalecer regiões produtoras tradicionais e ampliar a valorização da cachaça brasileira no mercado nacional.
