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Mercado de milho aguarda ajustes negativos no relatório de oferta e demanda do USDA

Em novo levantamento de campo, o USDA constatou queda de um ponto percentual na qualidade das lavouras norte-americanas de milho na comparação a semana anterior

Mercado de milho aguarda ajustes negativos no relatório de oferta e demanda do USDA
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Os contratos negociados com milho na Bolsa de Chicago operam em leve baixa neste momento, manhã de terça-feira, a U$ 4,85/dezembro. Ontem, os vencimentos mais próximos fecharam com 2 pontos de alta. Na BMF, setembro opera em R$ 54,40 (-1,1%) e novembro, em R$ 58,10 (-0,4%).

Em novo levantamento de campo, o USDA constatou queda de um ponto percentual na qualidade das lavouras norte-americanas de milho na comparação a semana anterior. Agora são 52% das áreas tidas como boas/excelentes, ante 53% de sete dias atrás. No mesmo ponto do ano passado, o índice era de 53%.

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Ainda, de acordo com o USDA, 5% das lavouras já foram colhidas, mesmo índice de um ano atrás. As áreas em maturação chegam a 34%, contra 24% de mesmo ponto de 2022 e 28% de média.

Quanto ao relatório de oferta e demanda de setembro, que será apresentado no início da tarde de hoje, o mercado aguarda novos cortes na produção dos EUA; são esperados ajustes também para os estoques. A colheita é esperada em 380,9MT, ante 383,8MT previstas no relatório do mês passado e 348,8MT do ano passado. Os estoques finais da temporada 2022/23 são aguardados em linha com agosto, na faixa de 37,0MT; já, para a temporada 2023/24 devem sofrer cortes de cerca de 2,0MT, para 54,0MT. Os estoques globais caminham na mesma direção e tendem a perder volumes.

De acordo com levantamento da consultoria Safras e Mercado, a colheita de milho safrinha, em nível de país, atinge 95,3%, ante 99,2% da mesma data do ano passado. Por estado, os trabalhos chegam a 98,5% no Mato Grosso do Sul, 84,2% em São Paulo, 82,3% no Paraná e 76,7% em Minas Gerais. No Mato Grosso e em Goiás os trabalhos já foram encerrados.

Ainda, segundo Safras e Mercado, o plantio de milho verão alcança 20,7%, ante 19,2% de período equivalente em 2022. Por estado, os trabalhos de semeadura são de 48,1% no Rio Grande do Sul, 23,3% em Santa Catarina e 19,7% no Paraná. Nos demais estados, o plantio ainda não foi iniciado. A área é projetada em 4,09 milhões de hectares - redução de aproximadamente 100 mil hectares na comparação com a do ano passado.

Internamente, os preços seguem pressionados. A colheita está praticamente concluída e os preços internacionais, que são o balizamento para as cotações internas, se mantêm acomodados. Enquanto isto, os produtores permanecem acompanhando a fase final de evolução da safra dos EUA, bem como a implantação da safra de verão no Brasil.

Indicações de compra na faixa entre R$ 47,00/49,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 59,00/62,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.

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