A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na segunda-feira (18), de audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir a redução da jornada de trabalho sob a perspectiva dos empregadores.
Representando a entidade, o coordenador trabalhista da CNA, Rodrigo Hugueney, destacou que a discussão precisa considerar as particularidades dos diferentes setores da economia brasileira, especialmente do setor agropecuário.
Segundo ele, as atividades manuais e produtivas realizadas no campo podem ser diretamente impactadas por mudanças na jornada de trabalho. Durante a audiência, Hugueney ressaltou que salário e remuneração são conceitos distintos e citou como exemplo trabalhadores safristas que recebem conforme a quantidade de sacas colhidas.
De acordo com o coordenador, não é possível aplicar um modelo único para um país com grande número de trabalhadores atuando em atividades manuais.
“A escala faz parte da gestão empresarial e colocar isso em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é um engessamento e dificulta a manutenção das atividades ininterruptas, como ocorre no setor rural”, afirmou.
Regra federal de PSA acelera nova lei do Pantanal em Mato Grosso
Câmara aprova MP que destina R$ 15 bilhões ao crédito às exportações
Nova resolução dita uso de áreas úmidas e traz segurança ao agro em MT
Rodrigo Hugueney também defendeu que o debate sobre a jornada de trabalho seja realizado de forma mais ampla e técnica, evitando decisões tomadas de forma precipitada, especialmente em um ano eleitoral.
A audiência pública foi realizada na Câmara dos Deputados e reuniu representantes de diferentes setores para discutir os possíveis impactos econômicos e trabalhistas de mudanças na jornada laboral no Brasil.
