Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as condições climáticas favoráveis vêm contribuindo para o avanço da semeadura do trigo nas principais regiões produtoras do país. A boa umidade do solo tem favorecido a germinação das sementes e permitido que os produtores mantenham os trabalhos de campo em ritmo acelerado.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, até 1º de junho, o plantio havia alcançado 41,1% da área prevista para a cultura no Brasil. O avanço reflete as condições adequadas encontradas pelos produtores em boa parte das regiões produtoras.
Entre os estados que já concluíram a semeadura estão São Paulo e Mato Grosso do Sul, que finalizaram os trabalhos dentro da janela considerada ideal para o cultivo.
Paraná lidera avanço da semeadura
No Paraná, principal produtor de trigo do país, o plantio também apresenta evolução significativa. De acordo com informações da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), 67% da área prevista para a cultura já havia sido semeada até o início de junho.
Os dados indicam ainda que diversas regiões paranaenses já concluíram os trabalhos de implantação das lavouras, aproveitando as condições favoráveis de umidade e temperatura.
O bom desempenho do Paraná é acompanhado de perto pelo setor, já que o estado tem papel estratégico no abastecimento nacional de trigo.
Rio Grande do Sul mantém ritmo gradual
No Rio Grande do Sul, outro importante produtor do cereal, a semeadura segue avançando gradualmente. O ritmo dos trabalhos, porém, continua condicionado às condições de umidade do solo em diferentes regiões do estado.
Segundo informações da Emater/RS, os produtores gaúchos seguem aproveitando as janelas climáticas favoráveis para dar continuidade ao plantio.
Dados da Conab apontam que, até 29 de maio, cerca de 9% da área prevista para o cultivo de trigo no estado já havia sido implantada.
Com o avanço da semeadura nas principais regiões produtoras e as condições climáticas contribuindo para o desenvolvimento inicial das lavouras, a expectativa do setor é de continuidade dos trabalhos dentro do calendário previsto para a safra 2026.