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Queda no preço das placas solares impulsiona usinas no meio rural

A adoção de energias renováveis, que já era viável, tornou-se ainda mais atrativa

Queda no preço das placas solares impulsiona usinas no meio rural
Demanda por módulos fotovoltaicos aumentou 34% ao longo de 2023. Foto AEN
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Em 2023, os preços dos painéis solares caíram abruptamente, o que diminuiu os custos de estabelecer usinas de energia solar e o período de recuperação do investimento. Um estudo realizado pela Infolink Consulting - uma das principais consultorias do mundo que acompanha o mercado de energia - revelou que os preços dos conjuntos diminuíram 40% no ano passado. Como resultado, a adoção de energias renováveis, que já era viável, tornou-se ainda mais atrativa. Esse cenário tem incentivado os produtores rurais a adotarem a energia solar.

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De acordo com a Infolink Consulting, os principais fabricantes globais de painéis solares aumentaram a produção de componentes, porém, a demanda não cresceu na mesma proporção. Como resultado, houve um excesso de conjuntos em estoque, o que levou à queda de preços.

No fim de 2023, as cinco principais indústrias do setor - todas sediadas na China - estavam com até 70% de sua capacidade de produção comprometida. Ou seja, os conjuntos fotovoltaicos produzidos não foram totalmente absorvidos pelo mercado.

No entanto, isso não indica uma estagnação do setor. Pelo contrário, já que a demanda por módulos fotovoltaicos aumentou 34% ao longo de 2023. O problema é que as indústrias investiram pesadamente nos últimos anos, antecipando uma demanda maior do que a que se materializou. Nesse contexto, a expansão da produção foi muito além da demanda.

A Infolink projeta que a queda nos preços deve impulsionar a implantação de usinas em até 20%. No Paraná, o aumento já é mais significativo. A busca por financiamento através do programa Paraná Energia Renovável (RenovaPR), do governo estadual, cresceu 35% no primeiro trimestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano passado. Somente neste ano, entre 1º de janeiro e 15 de abril, 462 projetos foram financiados pelo programa, totalizando R$ 44,5 milhões.

Em Toledo, no Paraná, o agricultor Edmilson Luís Geisel adotou o sistema em 2017. Avicultura e suinocultura são as atividades que ele desempenha na propriedade. "Energia é como um aluguel. Você gasta um dinheiro que não retorna. Então, lá atrás, percebemos que valia a pena investir em usinas, que se pagam com a economia na conta de luz", afirma. Com informações da FAEP.

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