Paraná reforça combate ao greening com novas regras
Portaria estabelece medidas obrigatórias para conter doença que ameaça pomares
O Agência de Defesa Agropecuária do Paraná publicou novas regras que reforçam o combate ao greening, doença considerada a principal ameaça à citricultura no estado. A portaria, divulgada em março, estabelece medidas obrigatórias de prevenção, controle e contenção da praga, atendendo a uma determinação do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Doença sem cura exige ação imediata
O greening é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e transmitido pelo inseto psilídeo-dos-citros. Sem cura, pode levar à morte das plantas, tornando o monitoramento constante e a eliminação de exemplares infectados as principais estratégias de controle.
A rápida disseminação preocupa técnicos e produtores, já que uma propriedade saudável pode ser contaminada em pouco tempo por áreas vizinhas infectadas.
Regras ampliam controle nas propriedades
A nova portaria estabelece uma série de obrigações, como cadastro das propriedades, inspeções periódicas, controle do inseto vetor e envio de relatórios semestrais. Também há prazos definidos para a erradicação de plantas com sintomas, conforme a idade dos pomares.
O objetivo é aumentar a precisão no monitoramento da doença e evitar a ampliação dos focos no estado, onde já há sinais de avanço em áreas acompanhadas.
Setor estratégico para o Paraná
A citricultura tem peso relevante na economia paranaense. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o estado ocupa posições de destaque na produção nacional de laranja, tangerina e limão.
Segundo o Departamento de Economia Rural, o citrus representa mais de 60% da produção da fruticultura estadual, o que amplia a preocupação com os impactos do greening sobre o setor.
Controle depende de ação coletiva
No campo, produtores relatam perdas e reforçam a necessidade de ação conjunta. A eliminação rápida de plantas doentes e o monitoramento constante são apontados como fundamentais para evitar a disseminação.
As medidas também seguem o Programa Nacional de Prevenção e Controle do HLB, que orienta as ações em nível nacional.
Diante do avanço da doença, o fortalecimento das regras e o engajamento dos produtores são considerados essenciais para preservar a produtividade e garantir a sustentabilidade da citricultura no Paraná.
