Milho tem baixa liquidez e preços com leves ajustes
Restrição de oferta e avanço da colheita influenciam comportamento dos preços nas regiões produtoras
O mercado de milho no Brasil segue com negociações pontuais e liquidez limitada nas principais regiões produtoras. O cenário reflete o comportamento cauteloso de compradores e vendedores, que atuam de forma estratégica diante das incertezas climáticas e do avanço da colheita.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, os compradores priorizaram o uso de estoques já adquiridos anteriormente, enquanto acompanham o desenvolvimento da colheita da safra de verão. Do lado dos produtores, a oferta de novos lotes foi mais restrita, influenciada pela preocupação com a irregularidade do clima.
Preços variam conforme a região
Nesse contexto, os preços do cereal registraram apenas leves ajustes, com predominância de fatores regionais na formação das cotações. Em São Paulo, houve pequenas valorizações, sustentadas pela menor disponibilidade de milho no mercado.
Já nas regiões Sul e Centro-Oeste, o movimento foi de queda. Segundo o Cepea, a pressão sobre os preços nessas áreas está relacionada ao avanço da colheita da safra de verão, aos elevados estoques de passagem e também à forte colheita de soja no Centro-Oeste.
Oferta pressiona ritmo de vendas
Com maior disponibilidade de grãos no mercado, muitos produtores têm ampliado o interesse em negociar o milho, ainda que os preços permaneçam em patamares relativamente estáveis. Esse movimento ocorre, principalmente, pela necessidade de liberar espaço para armazenagem e manter o fluxo de caixa nas propriedades.
Apesar disso, o cenário ainda é de cautela. A combinação entre liquidez reduzida, clima incerto e oferta crescente mantém o mercado travado, exigindo atenção redobrada dos produtores na definição do melhor momento para comercialização.
