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Conflito entre Israel e Irã perde força e mercado de fertilizantes recua, mas ureia segue pressionada

Após semanas de alta, valores da ureia ainda geram preocupação devido à relação de troca com o milho e incertezas na oferta internacional

Conflito entre Israel e Irã perde força e mercado de fertilizantes recua, mas ureia segue pressionada
Mesmo com a trégua no Oriente Médio, os preços da ureia seguem altos e preocupam produtores na formação de custos da próxima safra. Foto: StoneX / Divulgação
Foto do autor Francieli Galo
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A trégua entre Israel e Irã trouxe um alívio momentâneo ao mercado internacional de fertilizantes, com recuo nos preços futuros da ureia no Brasil, segundo relatório da consultoria StoneX. A diminuição das tensões no Oriente Médio ajudou a frear parte da valorização observada durante o auge do conflito, que vinha elevando os preços de nitrogenados como ureia, SAM e NAM.

No entanto, o cenário ainda é desafiador para os produtores rurais brasileiros. Mesmo com a recente queda nos preços futuros, as cotações no mercado físico seguem elevadas e a relação de troca com o milho continua pouco favorável. Isso tem dificultado o planejamento para a safra 2025/26, especialmente para quem depende da compra de fertilizantes nitrogenados no curto prazo.

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Segundo o analista de mercado Tomás Pernías, logo após o início do conflito, países como Egito e Irã interromperam temporariamente suas produções, gerando insegurança sobre a oferta global. Com o avanço do cessar-fogo, a expectativa é de uma retomada gradual dessas produções, mas parte dos volumes deve atender prioritariamente à demanda interna e contratos já firmados.

Outro fator de incerteza envolve a Índia, que anunciou uma nova licitação para a importação de ureia. A tentativa anterior foi frustrada pelos altos preços durante o período mais crítico do conflito. A nova rodada de compras pode aquecer novamente o mercado e manter os preços firmes nas próximas semanas.

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