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Soja encontra suporte externo mesmo com pressão brasileira

Clima na Argentina, dólar fraco e petróleo em alta sustentam cotações, enquanto avanço da colheita brasileira limita ganhos

Soja encontra suporte externo mesmo com pressão brasileira
Soja avança em Chicago com apoio do clima na América do Sul e da demanda externa. Foto: Canva
Foto do autor Francieli Galo
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A soja mantém viés positivo na Bolsa de Chicago nesta semana. Na manhã de quinta-feira, o contrato março opera com alta de 6 pontos, a US$ 10,81. No dia anterior, os primeiros vencimentos já tinham subido entre 7 e 8 pontos. A Granoeste atribui o movimento, principalmente, ao clima e ao cenário externo.

Na Argentina, produtores cultivam grande parte das lavouras em fases críticas, como florescimento e formação de vagens e grãos. Muitas áreas ainda enfrentam déficit hídrico. Ao mesmo tempo, regiões mais tardias do Sul do Brasil registram dias seguidos de sol e baixa umidade, o que mantém o mercado atento ao clima.

Além disso, o dólar mais fraco estimula a demanda externa. Os ganhos do petróleo, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, também reforçam o suporte às cotações. Nos EUA, a onda de frio amplia a procura por rações e fortalece esse cenário.

Por outro lado, a entrada da nova safra brasileira impõe limite às altas. Entre janeiro e abril, produtores devem colher cerca de 180 milhões de toneladas, o que amplia a oferta global.

Os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos mantiveram as taxas de juros na última decisão. O mercado já esperava esse movimento. Agora, agentes projetam o início de cortes a partir de março.

Após semanas de forte queda nos preços, produtores reduzem o ritmo de vendas. Muitos avaliam que o mercado se aproxima de um piso. Mesmo assim, o pico da colheita ainda não começou, e os custos logísticos tendem a subir. Esse fator pode pressionar os preços no interior.

Brasil amplia oferta e prêmios nos portos orientam negócios

No Brasil, os prêmios nos portos variam entre 60 e 80 pontos no mercado spot. Para março, os valores ficam entre 35 e 45 pontos. Em abril, os prêmios giram entre 35 e 40 pontos. No oeste do Paraná, compradores indicam valores entre R$ 118,00 e R$ 120,00. Em Paranaguá, as referências variam de R$ 127,00 a R$ 130,00, conforme prazo de pagamento, local e período de embarque.

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