Custo da alface varia e desafia rentabilidade em SP
Levantamento em Ibiúna e Mogi das Cruzes mostra margens positivas no curto prazo, mas alerta para riscos no inverno
O projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realizou nesta semana painéis para levantamento dos custos de produção de alface nos municípios de Ibiúna e Mogi das Cruzes, em São Paulo, trazendo um retrato atualizado da rentabilidade da cultura.
Em Ibiúna, o modelo produtivo analisado é baseado no cultivo de alface crespa, com plantios escalonados semanalmente. A área chega a 5 hectares no inverno e 8 hectares no verão, em sistema de canteiros irrigados por aspersão. De acordo com os produtores, o cenário atual indica margens positivas para o cultivo de inverno, enquanto a produção de verão apresenta margem líquida negativa, refletindo a relação entre custos e preços praticados.
Já em Mogi das Cruzes, o painel considerou uma propriedade com 2 hectares cultivados ao longo de todo o ano, com predominância de alface crespa (60%) e participação de alface americana (40%). Nesse caso, a atividade ainda apresenta resultado positivo no cenário atual de preços.
No entanto, os dados refletem a comercialização da produção de verão, enquanto os resultados da safra de inverno ainda serão definidos nos próximos meses. Historicamente, o período de colheita no inverno está associado à queda nos preços da alface, o que pode pressionar a rentabilidade dos produtores.
Além disso, o aumento nos custos de produção, especialmente com fertilizantes, tende a agravar esse cenário, exigindo maior atenção do produtor no planejamento e na gestão da atividade.
