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Mercado hortifruti tem queda nas frutas e alta nas hortaliças

Foto do autor Jair Reinaldo
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Mercado hortifruti tem queda nas frutas e alta nas hortaliças
Mercado hortifruti registra movimentos distintos entre frutas e hortaliças nas Ceasas

Levantamento da Conab aponta queda nas cotações da fruta, enquanto outras culturas seguem movimentos distintos no mercado hortigranjeiro

O mercado hortigranjeiro brasileiro apresentou movimentos distintos no último mês, com queda nos preços de frutas e alta expressiva nas hortaliças, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Entre as frutas, a maçã liderou as desvalorizações, com recuo de 8,89% na média ponderada nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas). A pressão veio do aumento da oferta, impulsionado pelo avanço da colheita das variedades gala e fuji. A laranja também registrou queda de 2%, mesmo com a proximidade do fim da safra, enquanto o mamão teve redução nos preços devido ao maior volume disponível, especialmente da variedade papaya.

Apesar da queda nas frutas, outras culturas seguiram trajetória de alta. A banana apresentou valorização de 10,56%, refletindo menor oferta da variedade nanica em importantes regiões produtoras. Já a melancia subiu 10,81%, sustentada pela boa demanda em centros consumidores.

No segmento de hortaliças, o cenário foi de alta generalizada. A alface registrou aumento de 4,93%, influenciada pela redução da oferta e pela demanda aquecida. A batata teve elevação de 18,99%, impactada pela menor disponibilidade de produto vindo de estados como Paraná e Bahia.

O tomate apresentou uma das maiores altas, de 38,83%, resultado do esgotamento de áreas em ponto de colheita após maturação acelerada no fim do ano passado. A cebola também registrou forte valorização, de 52,16%, com o encerramento da safra nacional e maior presença do produto importado no mercado.

A cenoura completou o movimento de alta, com avanço de 59,15%, influenciada pela menor oferta e pelo aumento dos custos logísticos, especialmente com combustíveis.

No cenário externo, o setor manteve desempenho positivo. No primeiro trimestre de 2026, as exportações de hortigranjeiros cresceram 12% em volume e 18% em faturamento na comparação anual, mostrando resiliência mesmo diante das oscilações no mercado interno.

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Editor RuralNews
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