Pecuária de MT recupera áreas e pode liberar R$ 921 milhões
Programa em Mato Grosso recupera áreas e pode liberar R$ 921 milhões à cadeia da pecuária, com foco em sustentabilidade
A pecuária de Mato Grosso avança na recuperação de áreas degradadas e, ao mesmo tempo, abre caminho para a retomada econômica de produtores rurais. Um programa estadual já impulsiona a regeneração de uma área equivalente a 5.868 campos de futebol e pode destravar cerca de R$ 921,2 milhões para a cadeia produtiva da carne.
Regeneração ambiental destrava mercado
A iniciativa é conduzida pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), por meio do Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem). O objetivo vai além da adequação ambiental: a regularização permite que propriedades antes bloqueadas voltem a comercializar seus rebanhos.
Produtores com passivos ambientais, como desmatamento irregular ou áreas embargadas, ficam impedidos de vender para frigoríficos que atendem grandes redes varejistas e exportadores. Com a regularização, essas fazendas recuperam o acesso ao mercado formal.
Programa cresce e amplia alcance
Criado em 2022, o Prem apresentou expansão acelerada. Em quatro anos, o número de pecuaristas desbloqueados passou de quatro para 167, refletindo a crescente demanda por regularização e acesso a mercados mais exigentes.
Atualmente, o programa monitora mais de 381 mil hectares e acompanha a regeneração ativa de mais de 4 mil hectares de vegetação nativa, reforçando a dimensão da iniciativa no estado.
Sustentabilidade ganha peso na pecuária
O Prem integra o Passaporte Verde, estratégia mais ampla voltada à conformidade socioambiental da pecuária mato-grossense. A proposta inclui assistência técnica e acompanhamento contínuo, facilitando o cumprimento da legislação ambiental.
Além de atender às exigências internas, o avanço da regularização fortalece a posição de Mato Grosso no mercado internacional, onde cresce a demanda por carne produzida de forma sustentável.
Retorno econômico e inclusão no campo
A retomada da comercialização nas propriedades regularizadas representa um impacto direto na economia do setor, com recursos voltando a circular na cadeia produtiva.
O perfil dos participantes mostra que o programa tem alcance amplo: grandes propriedades representam 38,32%, enquanto pequenas e médias somam mais da metade dos produtores atendidos. O dado indica que a pauta ambiental tem avançado de forma mais inclusiva dentro da pecuária.
Combinando recuperação ambiental e retorno econômico, o modelo adotado em Mato Grosso reforça a tendência de integração entre produção e sustentabilidade, cada vez mais determinante para o futuro do agronegócio.
