A garantia no suprimento de biomassa energética para o setor produtivo, a renegociação de dívidas agrícolas e os gargalos financeiros na suinocultura foram os eixos centrais da 2ª Reunião Ordinária de 2026 do Conselho Temático da Agroindústria (Coagro), órgão ligado à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt). O encontro, realizado na sede do Imea, colocou em análise o Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa de Mato Grosso 2026–2040, apresentado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
O plano governamental projeta expandir a área de florestas plantadas para 700 mil hectares e a de manejo sustentável para 6,5 milhões de hectares até 2040. Contudo, lideranças do setor ressaltaram que as metas precisam de ajustes urgentes para suportar o avanço acelerado das agroindústrias locais, em especial o segmento de etanol de milho. Dados apontados na reunião indicam que apenas a cadeia de processamento do cereal já demanda uma área produtiva de biomassa próxima a 980 mil hectares para suprir a geração de calor e energia.
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"O crescimento da agroindústria exige planejamento para garantir oferta de biomassa, acesso ao crédito e competitividade às cadeias produtivas", alertou Cleiton Gauer, presidente do Coagro.
Renegociação de dívidas rurais e crise de margem na suinocultura em pauta
O endividamento do produtor rural também dominou os debates a partir da análise da Medida Provisória nº 1.376/2026, que estabelece regras para a reestruturação de débitos de produtores afetados por intempéries climáticas e perdas de receita. Giuseppe Lobo, diretor do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), detalhou os critérios técnicos e alertou que o prazo para a apresentação de emendas ao texto vence em 6 de agosto, sendo fundamental a mobilização das entidades para garantir que a renegociação alcance as pontas com eficiência.
Por fim, a vulnerabilidade econômica da pecuária intensiva foi destacada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O presidente da entidade, Frederico Tanure, revelou que o preço da carcaça suína no estado sofreu uma desvalorização média de 40%, comprimindo severamente a margem dos suinocultores. Diante desse cenário, o Coagro comprometeu-se a acompanhar tanto o desdobramento da MP do endividamento quanto as adequações na política de biomassa junto ao governo estadual.
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