Mercado de trigo segue lento e área pode diminuir no Sul
Boletim da TF Agroeconômica aponta ritmo lento nos negócios, pressão sobre preços e incertezas para a próxima safra de trigo
O mercado de trigo segue operando em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país, em meio à cautela de compradores e produtores. De acordo com boletim divulgado pela TF Agroeconômica, o cenário atual é marcado por comercialização moderada, pressão sobre preços e dúvidas em relação à área que será cultivada na próxima safra.
No Rio Grande do Sul, a reta final da comercialização da safra concentra atenção na grande oferta de sementes disponível no mercado. Segundo a TF Agroeconômica, os volumes negociados foram considerados positivos, mas a disponibilidade elevada de sementes pode confirmar uma redução de área plantada no estado na próxima temporada. O movimento reflete a cautela dos produtores diante dos custos de produção e das margens mais apertadas.
Em Santa Catarina, o mercado segue lento e dependente do ritmo de vendas das farinhas. Ainda assim, algumas regiões do interior registraram pequenas altas nas negociações, indicando um comportamento pontual de recuperação nos preços.
No Paraná, os moinhos continuam abastecidos, fator que reduziu a necessidade de compras imediatas. Com isso, as pedidas apresentaram leve recuo nos últimos dias, em um mercado considerado mais acomodado.
Já em São Paulo, os negócios continuam acontecendo de forma gradual com lotes remanescentes da safra atual. Para a nova safra, os valores giram em torno de R$ 1.480 por tonelada CIF, segundo levantamento da TF Agroeconômica.
Em Minas Gerais, o mercado segue praticamente sem ofertas e ainda sem uma definição clara sobre os preços futuros, o que mantém produtores e compradores em compasso de espera.
Segundo analistas da TF Agroeconômica, o comportamento do mercado nas próximas semanas dependerá da evolução do plantio, das condições climáticas e do posicionamento da indústria moageira diante da oferta disponível.
