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Preço do suíno vivo recua ao menor nível desde 2024 e mercado adota cautela

Foto do autor Francieli Galo
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Preço do suíno vivo recua ao menor nível desde 2024 e mercado adota cautela

Mesmo com aumento do consumo no início do mês, incertezas externas seguram negociações e mantêm cotações do suíno vivo em patamar baixo.

O preço do suíno vivo segue pressionado neste início de março e preocupa produtores. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o animal negociado na praça SP-5 registra média de R$ 6,94 por quilo até o dia 10 de março, o menor valor real desde abril de 2024, quando a cotação foi de R$ 6,89/kg.

Mesmo com um período tradicionalmente mais favorável ao consumo, o mercado tem operado com pouca movimentação. De acordo com pesquisadores do Cepea, a instabilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio elevou o nível de cautela entre agentes da cadeia suinícola, principalmente por causa dos reflexos sobre petróleo, dólar e outras variáveis econômicas.

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Esse cenário tem reduzido a liquidez no chamado mercado independente. Na prática, produtores e frigoríficos têm evitado renegociar preços ou ampliar volumes de negócios, mantendo as cotações praticamente estáveis.

Expectativa de reação não se confirmou -O início de março costuma trazer um aumento no poder de compra da população, o que normalmente estimula o consumo de proteínas. Por isso, parte do setor esperava uma recuperação das cotações do suíno vivo neste período.

Segundo o Cepea, essa reação não ocorreu. Apesar da demanda um pouco mais aquecida, as incertezas externas acabaram pesando mais nas decisões de compra e venda.

Com isso, produtores consultados pelos pesquisadores demonstram insatisfação com o comportamento do mercado, já que os preços permanecem em patamar considerado baixo mesmo diante de condições que, em outros momentos, favoreceriam uma valorização do animal.

O que isso significa para o produtor -Na prática, a combinação de preço baixo e mercado travado dificulta a recuperação das margens da atividade. Quando as negociações perdem ritmo, frigoríficos tendem a manter valores estáveis por mais tempo, prolongando períodos de remuneração pressionada para o produtor.

Além disso, fatores externos como conflitos geopolíticos e oscilações cambiais podem continuar influenciando o mercado nas próximas semanas, principalmente se houver impacto nos custos ou no comércio internacional de proteínas.

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Editor RuralNews
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