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Milho recua na CBOT e pressiona mercado

Clima e início da colheita influenciam negociações enquanto preços seguem pressionados

Milho recua na CBOT e pressiona mercado
Oscilações externas e clima influenciam o mercado do milho no Brasil
Foto do autor Camilo Motter
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Segundo a Granoeste Corretora, o mercado internacional do milho opera em queda na manhã desta quarta-feira, com os preços na Bolsa de Chicago (CBOT) voltando ao campo negativo. O contrato julho é negociado a US$ 4,73 por bushel, registrando recuo de cerca de 7 cents.

O movimento dá continuidade às perdas do pregão anterior, quando os primeiros vencimentos recuaram entre 4 e 5 pontos, influenciados principalmente pela forte queda do petróleo, que segue em trajetória de baixa e é cotado próximo de US$ 100. A desvalorização da commodity energética reduz a atratividade de biocombustíveis, impactando diretamente o mercado de grãos.

Nos Estados Unidos, o avanço do plantio também pesa sobre as cotações. A semeadura da nova safra já atinge 38% da área, acima da média histórica de 34% para o período, reforçando a expectativa de boa oferta.

Clima e início da colheita influenciam o mercado interno

No Brasil, o cenário é de estabilidade a leve pressão nos preços, com o mercado acompanhando o início das primeiras colheitas e, principalmente, as condições climáticas. Enquanto chuvas recentes favoreceram áreas do Sul, estados como Minas Gerais e Goiás ainda enfrentam baixos níveis de umidade, mantendo a atenção dos produtores.

De acordo com a Granoeste Corretora, no Paraná, as indicações de compra no oeste variam entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, os preços para a safrinha giram entre R$ 67,00 e R$ 69,00, dependendo dos prazos de pagamento e das condições de entrega.

No interior, os valores seguem variando conforme a localização dos lotes e o período de embarque, refletindo um mercado ainda cauteloso e bastante dependente da evolução do clima.

No câmbio, o dólar apresenta leve alta, sendo cotado a R$ 4,92. Na sessão anterior, a moeda norte-americana fechou a R$ 4,912, no menor patamar desde janeiro de 2024, fator que também influencia a competitividade das exportações brasileiras.

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