Preço do milho cai, mas demanda forte sustenta mercado
Mercado devolve parte dos ganhos enquanto exportações firmes e petróleo seguem no radar
Os preços do milho operam em queda na manhã desta terça-feira na Bolsa de Chicago, com o contrato julho recuando cerca de 3 pontos, cotado a US$ 4,82 por bushel. De acordo com a Granoeste Corretora, o movimento ocorre após uma sessão anterior de alta, quando o mercado avançou entre 4 e 6 centavos, sustentado pela valorização do petróleo e pela demanda consistente pelo produto norte-americano.
Na bolsa brasileira, a B3 também reflete leve ajuste nos preços. O contrato maio é negociado a R$ 67,35, praticamente estável em relação ao fechamento anterior, enquanto o julho recua para R$ 69,35.
Entre os fundamentos, o ritmo de plantio nos Estados Unidos segue dentro do esperado. Segundo o USDA, 38% da área já foi semeada, mesmo índice registrado no ano passado e acima dos 25% da semana anterior, além de superar a média histórica de 34% para o período.
Outro ponto de suporte ao mercado é o desempenho das exportações. As inspeções de embarque de milho norte-americano somaram 2,02 milhões de toneladas na última semana, acima das 1,6 milhão da semana anterior. No acumulado da temporada, os embarques já alcançam 55,48 milhões de toneladas, frente a 42,52 milhões no mesmo período do ciclo passado.
Brasil ritmo de safra e preços no mercado
No mercado interno, o andamento da colheita também influencia a formação de preços. Segundo a Conab, a colheita do milho de verão no Brasil atinge 66,7%, abaixo dos 73,3% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 70,3%.
No físico, as indicações de compra no oeste do Paraná variam entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca. Em Paranaguá, os preços para a safrinha ficam na faixa de R$ 67,00 a R$ 69,00, a depender das condições de pagamento e da localização dos lotes, conforme levantamento da Granoeste Corretora.
O câmbio também segue no radar do mercado. O dólar opera em queda, próximo de R$ 4,94, após ter encerrado a sessão anterior a R$ 4,966, fator que pode influenciar a competitividade das exportações brasileiras.
