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Milho acompanha USDA e opera perto da estabilidade

Foto do autor Camilo Motter
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Milho acompanha USDA e opera perto da estabilidade
Milho opera próximo da estabilidade após relatório do USDA e atenção ao clima no Sul do Brasil.

Mercado segue atento às projeções do USDA, ao clima no Brasil e às tensões entre Estados Unidos e Irã

Segundo boletim divulgado pela Granoeste Corretora, o mercado do milho opera levemente negativo na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira. No intervalo da manhã, o contrato julho era negociado próximo de US$ 4,79 por bushel, após os principais vencimentos encerrarem a sessão anterior com ganhos de 4 cents.

Na B3, o contrato julho trabalhava em R$ 67,50 por saca, abaixo do fechamento anterior de R$ 68,13. Já o vencimento setembro era negociado em R$ 69,95, frente aos R$ 70,60 registrados na sessão passada.

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De acordo com a análise da corretora, o mercado continua acompanhando de perto as oscilações do petróleo e o aumento das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, cenário que mantém os investidores atentos aos possíveis impactos sobre as commodities.

USDA mantém projeções próximas das expectativas

O relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta semana trouxe as primeiras projeções para a safra 2026/27, sem grandes surpresas para o mercado.

A produção norte-americana foi estimada em 406,3 milhões de toneladas, refletindo a redução de área em comparação ao ciclo anterior. As exportações dos Estados Unidos foram projetadas em 80 milhões de toneladas, com estoques finais de 49,7 milhões de toneladas, números considerados alinhados às expectativas do mercado.

Segundo a Granoeste Corretora, para o Brasil o USDA projeta produção de 139 milhões de toneladas na safra 2026/27, com exportações previstas em 44 milhões de toneladas. Já a Argentina deve alcançar produção de 55 milhões de toneladas.

Safra brasileira segue no radar

Para a atual temporada 2025/26, o USDA manteve a produção norte-americana estimada em 432,3 milhões de toneladas, com exportações de 83,8 milhões de toneladas e estoques finais de 54,4 milhões de toneladas.

No Brasil, a estimativa da safra atual foi elevada em 3 milhões de toneladas, passando para 135 milhões de toneladas, enquanto as exportações permanecem projetadas em 43 milhões de toneladas.

Além dos fundamentos globais, o mercado brasileiro monitora os impactos das geadas registradas em estados do Sul do país e possíveis períodos de estiagem em outras regiões produtoras, fatores que seguem no radar dos agentes do setor.

Mercado físico e câmbio

No mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná variam entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca. Em Paranaguá, os preços para a safrinha ficam entre R$ 67,00 e R$ 69,00, dependendo do prazo de pagamento, localização do lote e período de embarque.

No câmbio, o dólar opera em alta nesta quarta-feira, cotado próximo de R$ 4,92, acima do fechamento anterior de R$ 4,893.

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Editor RuralNews
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